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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Mundo Mágico de Escher (+ + + + +)

Um tour pelo País das Maravilhas é a sensação que o visitante tem ao chegar no 1° andar do CCBB do Rio. A exposição “O Mundo Mágico de Escher” não se limita a exibir as geniais obras e desenhos do artista holandês, ela também possibilita ao visitante vivenciar os efeitos presentes nas obras através de instalações com jogos de espelhos, animações e até mesmo um filme 3D que desvenda ilusões de ótica presentes nas gravuras.

Na exposição, o visitante também descobre o fascínio de Escher por diferentes perspectivas e pela natureza que é representada em suas obras com animais e belas paisagens italianas. Além disso, é possível compreender que as formas geométricas presentes nas gravuras expressam o desejo do artista (que também era arquiteto) em organizar o mundo caótico ao seu redor.

Vale a pena conferir a exposição que fica no CCBB Rio até dia 27de março. Salas A a I e Pátio da Rua Direita – 1º andar Rua Primeiro de Março, 66 - Centro

Warner fará série do jogo Mortal Kombat

Vem aí uma nova série de ação. E trata-se de Mortal Kombat. Sim, aquele jogo que uma infinidade de adolescentes curtiu na década de 90 e outra leva continua adorando com as novas versões.

A ideia da Warner veio a partir do curta não-oficial Mortal Kombat: Rebirth, dirigido pelo fã Kevin Tancharoen, que ganhou mais de 10 milhões de visualizações em todo o mundo. Para quem não se lembra, releia o post http://blahcultural.blogspot.com/2010/06/sessao-fan-film.html.

O sucesso foi tão grande que ele foi chamado para dirigir a série de curtas. Em comunicado, o estúdio comentou que Tancharoen "está trazendo o mesmo estilo de direção envolvente a esta nova série em live-action baseada no famoso game. Os fãs serão capazes de mergulhar na história dos guerreiros que conhecem e amam como Sub-Zero e Scorpion".

Confirmados no elenco estão os atores Michael Jai White (que interpretou Jackson Briggs no vídeo citado e repetirá o personagem), Darren Shahlav (de 300) como Kano, e Jari Ryan (interpretando novamente a Sonya Blade).

As filmagens estão sendo feitas em Vancouver, no Canadá.

Abaixo, o famoso trailer:


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mais uma brasileira em Hollywood

Segundo o jornal "O Dia", a atriz Maria Flor vai participar do filme "360". A produção conta com Jude Law, Anthony Hopkins e Rachel Weisz no elenco e com Fernando Meirelles, também brazuca, na direção.

Com roteiro de Peter Morgan, o filme conta a integração entre as classes sociais por intermédio das relações sexuais. A história é inspirada na peça Reigen, do austríaco Arthur Schinitzler, que já teve várias versões para o cinema ao longo das últimas décadas.

As filmagens terão início no próximo dia 21, em Londres.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

1º trailer de X-Men: First Class

A Fox liberou o primeiro trailer de "X-Men: First Class". O filme mistura o pano de fundo dos anos 1960 com a história do primeiro encontro de Charles Xavier com Magneto. O longa também terá o Clube do Inferno e conta com a direção de Matthew Vaughn. O lançamento está previsto para 3 de junho. Confiram:

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Gilberto Gil no Teatro Castro Alves (+++++)

Apreciar as belezas de Salvador já é de uma felicidade única, mas curtir Gilberto Gil em sua terra natal, é quase inenarrável.

Ainda que o cantor e compositor não tenha nem sequer chegado perto de sucessos como "Aquele Abraço", "Haiti", "Drão" e "Palco", não faltaram algumas famosas como "Expresso 2222", "Esperando na janela", "Eu só quero um xodó" e até "Asa Branca", de Luiz Gonzaga. Não era um show enaltecendo a carreira dele, mas de uma fase mais recente, onde o baiano tem dado maior atenção aos xotes e xaxados. Com isso, não faltaram músicas de seu álbum mais recente, o "Fé na Festa". Destaque para "Livre-atirador e a Pegadora".

O público explodiu quando ele cantou "Maria Minha" e "Madalena". Aos berros, a plateia ensandecida acompanhava: "Fui passear na roça/encontrei Madalena/sentada numa pedra/comendo farinha seca/Olhando a produção agrícola/e a pecuária/Madalena chorava/sua mãe consolava/dizendo assim:/pobre não tem valor/pobre é sofredor/e quem ajuda é Senhor do Bonfim!". De arrepiar. E todo mundo sabendo de cor e salteado.

A simpatia de Gil é de contagiar e a empatia com o público é imediata. O cantor se mostra à vontade no palco, e contando com músicos de primeira classe, como o baixista Artur Maia e o guitarrista Sérgio Chiavazzoli, tudo parece ficar mais fácil.

Uma notinha que não posso deixa de dar: Ele lembrou também da ocupação do complexo de favelas da Penha e do Alemão também ao tocar "Baião da Penha", onde lembrou o momento que vive o Rio de Janeiro.

É de valer cada centavo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Senhora dos Afogados (+++++)

A peça “Senhora dos Afogados” de Nelson Rodrigues ganhou uma montagem extremamente original e de uma qualidade impressionante. O espetáculo dirigido por Ana Kfouri esteve em cartaz no restaurante Albamar (que tem uma bela vista para a Baía de Guanabara) até o dia 01 de fevereiro. O local estrategicamente escolhido foi o grande diferencial da montagem que proporcionou ao público uma experiência singular. Todos os espaços destinados à peça (que nem sequer teve um palco) foram utilizados. O espectador mesmo não participando com falas, não tinha como se sentir passivo diante do espetáculo. É como se cada pessoa do público fosse um hóspede discreto e onisciente na casa da família em que a trama acontece. O mar, que a principio, é o grande vilão na história (é justificativa de todos os males para os personagens) ganhou um destaque interessante. Por vezes, os “hóspedes” foram convidados a olhar a Baía de Guanabara enquanto algo era encenado às suas margens ou até mesmo dentro dela. Vídeos, sonoplastia, iluminação e muita interação foram recursos brilhantemente utilizados durante a peça.

Os atores vagavam o tempo todo pelo ambiente. Cenas eram interpretadas em uma mesa em que parte da platéia estava sentada. O público foi convidado a ir ao andar debaixo onde estava ambientado um bar onde atrizes que intepretavam prostitutas cantavam, farreavam e até choravam a morte de outra enquanto o público estava sentado nas mesas e em pé pelo salão.Teve até um personagem que morreu aos pés de algumas pessoas que estavam na platéia. Em certos momentos de tensão na trama era possível olhar de muito perto nos olhos dos atores porque eles estavam em pé bem do seu lado ou na sua frente.

Eu considerava que estar em cartaz em teatros de arena era um grande diferencial para os artistas e, sobretudo para o público, mas depois de presenciar essa montagem de “Senhora dos Afogados” criei uma nova concepção da grandeza e profundidade que um espetáculo pode ganhar quando há interação com o público e o local é bem explorado.

Sem nomes consagrados no elenco, “Senhora dos Afogados” teve atuações impecáveis. De longe, considero o melhor espetáculo que já assisti em toda a minha vida cultural (deixo aqui bem claro que não assisti outras montagens dessa peça de Nelson Rodrigues).

Ainda não se tem informação se essa montagem estará novamente em cartaz em outro lugar ou lá mesmo no Albamar em nova temporada, mas se isso acontecer recomendo que não percam essa oportunidade ímpar.

Sinopse:

A família Drummond é assombrada pela morte de duas filhas por afogamento. Além disso, o assassinato de uma prostituta há 19 anos é atribuído a Misael, o chefe da família.

Ficha técnica:

Senhora dos Afogados

Autor: Nelson Rodrigues (escrita em 1947 e liberada em 1953)
Direção: Ana Kfouri
Elenco: Ana Abbott, Cristiane Larin, Fabiano Fernandes, Renato Carrera, Renato Livera e Suzana Saldanha

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Turista (+++)

Não, não vá me dizer que não vale a pena assistir a "O Turista". Só a presença de dois ícones pops da nossa geração já nos convida a sentar na cadeira do cinema. Mas alto lá! Não são ícones de se jogar fora. São simplesmente Johnny Depp e Angelina Jolie que estrelam essa produção dirigida "cafajesticamente" por Florian Henckel von Donnersmarck. E isso não é um insulto.

Antes de qualquer coisa, o filme conta a história de um turista americano que, em uma viagem de trem de Paris à Veneza, conhece uma inglesa que o coloca em diversas enrascadas. Não vou detalhá-lhas aqui para não correr o risco de cometer um spoiler.

Depp deve ter feito seu personagem mais canastrão do cinema (é verdade que ele fez "Férias do Barulho" - aquela comédia que reprisava eternamente no SBT - mas era um ator em início de carreira, vai...). Já Jolie, continua exalando sensualidade a cada passo - e a cada rebolada - que dá no decorrer do longa. "O Turista" não é um filme de comédia exatamente, nem bem de ação, mas contém boas cenas que merecem uma risada e possuem uma boa dose de emoção. É verdade que o diretor não repetiu o bom trabalho anterior com "A vida dos outros", mas garante quase duas horas de diversão inofensiva.

Valem os destaques para Steven Berkoff, que faz um mafioso malvado, Paul Bettany, que interpreta um policial da Interpol, e Timothy Dalton, também integrante da polícia inglesa. Todos atores de primeira linha que não se levam a sério um minuto sequer. Nem mesmo no final, mais canastrão do que todo o resto...

BEM NA FITA:

- Angelina Jolie
- Johnny Depp
- Steven Berkoff
- Paul Bettany
- Timothy Dalton

QUEIMOU O FILME:

- Final exageradamente canastrão
- Não é um filme de ação, nem de comédia, nem de romance, nem de drama, nem de...

FICHA TÉCNICA:

NOME: O Turista (The Tourist).

ELENCO: Johnny Depp, Angelina Jolie, Steven Berkoff, Paul Bettany, Timothy Dalton.

DIREÇÃO: Florian Henckel von Donnersmarck.

ROTEIRO: Florian Henckel von Donnersmarck, Christopher McQuarrie e Julian Fellowes.


"Quando o Canto é reza"

Texto feito pela Colaboradora Márcia Barros.


Galera, quem não estava dia 28/01 no Vivo Rio perdeu a maravilhosa Roberta Sá que se apresentou junto com o Trio Madeira Brasil (TMB). O grupo é composto por três integrantes: Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim. Teve também a participação de mais dois percussionistas, Zero e Paulino Dias.

Juntos, apresentaram músicas da autoria de Roque Ferreira e foi uma linda homenagem. “Quando canto é reza” foi um espetáculo que envolveu muita iluminação, batuque, bom gosto e qualidade.
A cantora estava linda, e mais simpática impossível. Chegou a chorar de emoção pela sintonia que disse ter com o Rio de Janeiro.

Sua entrada foi arrepiante: enquanto todos aguardavam ansiosamente, ela entrou cantando a capela, “quando canto é reza” para em seguida os instrumentos o acompanharem. Durante todo o tempo as cores oscilavam no palco respeitando o momento de cada música. Depois de certo período, uma imagem de uma mulher com o colo e cabeça pra baixo, que foi trabalhada com fios, desceu e deixou a decoração mais charmosa e artística.

O show durou pouco mais de uma hora, e sendo fã ou não, valeu muito à pena. O que se ouvia de reclamação era que o show podia ter sido mais longo, e que podiam ter tido algumas músicas dos CDs antigos... Mas foram 15 músicas de um trabalho específico em parceria com o TMB.

Os ritmos oscilavam entre maxixe, maracatu, ciranda, afoxé, samba-choro e samba-de-roda. E não somente a platéia dava seus passos, como Roberta também, que do início ao fim dançou graciosamente.
O entrosamento com o público só não foi maior porque muitas músicas eram desconhecidas. Uma das músicas que o povo mais soltou a voz foi “Água da minha sede”, já regravada pelo grandioso Zeca Pagodinho.

Na faixa “tô fora” teve a participação especial do cantor Moyseis Marques e os dois mostraram bastante dinâmica juntos.
Roberta Sá estava bem exótica naquela noite; em cada mão, tinha um anel de flor, e seu vestido passava do joelho, e com uma estampa muito bonita e enfeitada de flores. Ela não trocou de roupa e parou algumas vezes no palco mesmo, para beber água. Depois de cantar 13 músicas ela e o trio saíram do palco gerando dúvida em muitos se o show havia se encerrado. Mas após 2 minutos de suspense todos voltaram com muito gás; cantaram mais 2 músicas e depois , de fato se despediram. Sim, muitos ficaram com uma reação meio de “vácuo” esperando que ela desse ao menos uma “palhinha” dos sucessos antigos.

Embora tudo isso, Roberta mostrou muita afinidade e atenção com seu público, sua voz esteve firme e segura durante todo show, e acreditem, sem nenhum deslize. No total foram cerca de 15 músicas, e o show que começou 22:30 se encerrou pelas 23:40.

A cantora está na minha lista de recomendações! Rs.