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sábado, 16 de junho de 2012

Baú do Blah: Ronnie Von e a Máquina Voadora

Passei parte da minha vida ouvindo o termo Jovem Guarda, sem o interesse de conhecer seus artistas. Sempre fui um grande fã do trabalho de Roberto Carlos, mas pensava que o estilo era um pouco brega.

Certo dia, ouvi minha mãe dizer que estudou com um certo Ronaldo Nogueira, que ficou conhecido como Ronnie Von, no colégio Liceu Nilo Peçanha, em Niterói - município do Rio de Janeiro.  Foi quando resolvi pesquisar sobre o artista e cheguei a um trabalho muito bem elaborado e bem feito. 

Com pose de galã e com um visual que as vezes lembrava David Bowie - em sua fase Hunky Dory, Ronnie Von, foi descoberto por uma banda chamada The Brazilian Bitles, que era famosa nos anos 60. O sucesso veio com a música "A Praça" - de autoria de Carlos Imperial e com "Meu Bem", que era uma versão de  Girl, composta pelos Beatles. 

Naquela época, o cantor apresentava o programa "O Pequeno Mundo de Ronnie Von", que era exibido pela Rede Record nos sábados. O show era uma alternativa ao "Jovem Guarda", que tinha Roberto, Erasmo e Wanderléa no comando. Ronnie, divulgava a sua música e abriu espaço para novas bandas, entre elas, apadrinhou Rita Lee com os seus Mutantes.

No final da década de 60, influênciado pelos Beatles, o cantor passou a abusar da psicodelia em seu trabalho. Com uma sonoridade bem ao estilo White Album e Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, Ronnie Von,  gravou três discos intitulados: "Ronnie Von 3", "A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais" e "Máquina Voadora" - o mais conhecido dos três, que é uma referência ao cantor ser piloto de avião e ex cadete da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na época esses trabalhos foram sinônimo de problemas para a gravadora Polydor. A Máquina Voadora  não atingiu grandes vôos, devido a sonoridade pouco comercial, mas, se tornou um prato cheio para os fãs e colecionadores.

Confira a música "A Máquina Voadora", em um vídeo feito por um fã: