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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Toy Story vai ganhar quadrinhos da Marvel Comics

Woody, Buzz Lightyear e todos os brinquedos falantes que conhecemos nos três filmes da Pixar ganharão uma minissérie em quatro edições.

A trama vai contar a história de Buster, o novo cachorro de Andy, e a união dos brinquedos para sobreviver às brincadeiras do animal. O roteiro ficará a cargo de Tea Orsi (que já escreveu as revistas mensais de personagens como Tico & Teco e Mickey para a Disney Itália) e Antonello Dalena e Teresa Quezada-Geer serão responsáveis pela arte.

“Todo mundo gosta de Toy Story”, disse o editor-chefe da Marvel Entertainment, Axel Alonso. “Estamos animados por trabalhar com nossos amigos da Disney-Pixar e trazer novas histórias de nossos personagens favoritos desses filmes a leitores de todas as idades. Toy Story nos permite trazer um novo material para o mercado que não é apenas perfeito para as crianças, mas também uma grande leitura para os fãs de todas as idades.”

O Boom Studios tinha a licença de publicação das propriedades da Pixar até o início do ano, mas a Disney começou um processo de centralização de suas propriedades na Marvel, empresa adquirida em 2010.

Toy Story será a primeira empreitada dessa nova linha, depois de algumas revistas centradas em Carros.

sábado, 9 de julho de 2011

Brave já tem trailer

Junto com o lançamento mundial de Carros 2, a Pixar lançou o Teaser da sua próxima animação "Brave" (Valente, no Brasil).

Este é o primeiro longa-metragem com uma protagonista mulher, e a primeira aventura épica do estúdio. Originalmente o título seria "The Bear and the bow", mas o título foi alterado por questões comerciais. O filme tem estréia internacional prevista para o dia 15/06/2012, mas só chega no Brasil duas semanas depois 29/06/2012. Sinopse: Na antiga e mítica Escócia, uma jovem de cabelos despenteados e filha da realeza chamada Merida, prefere ser arqueira a princesa. Com isso, coloca em risco o Reino do pai e a vida da mãe. Para colocar tudo no lugar, Merida terá que lidar contra a magia e as forças da natureza.

O filme inaugura a nova estratégia do estúdio de lançar dois longa-metragem por ano.




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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Carros 2 (+++)

E os carros continuam inanimados... Em pouco mais de 15 anos da associação Pixar/Disney, pouco pode se discutir em relação a qualidade das animações. O estúdio conseguiu manter o mesmo padrão nos títulos originais e continuações, diferente de outros grandes estúdios que criam franquias, mas esquecem do principal: a alma das produções. Se em Toy Story 2 e 3 os pontos fortes foram os novos personagens, em Carros 2 os holofotes estão todos voltados para o guincho Tom Mate, em detrimento do protagonista do primeiro filme, Relâmpago Maqueen. Carros, objetos entre outras alegorias são apenas escada para o humor caipira do personagem. Isso acaba prejudicando o filme, já que todas as cenas acabam sendo resumidas no desajuste social do morador de Radiador Springs.

Outro ponto é que ao ver o filme, parece que o fato dos protagonistas serem máquinas, permitiu que os roteiristas imaginassem um filme mais “violento” (se é que a gente pode falar isso de um filme onde carros são assassinados a sangue frio). São tiros, explosões, desmembramentos, todos juntos num roteiro de filme de espionagem para crianças. O fato dos protagonistas serem máquinas permitiu piadas físicas de vários gêneros, inclusive algumas escatológicas. Isso não faz do roteiro um fiasco total, mas também não garante nenhuma melhoria ao filme.

O grande receio é de que a Pixar cometa o erro da sua principal concorrente no mercado, a DreamWorks. Com o objetivo de aumentar a quantidade de produções, o estúdio de Steven Spielberg acabou desgastando franquias como Madagascar e Shrek, por exemplo. Depois de Carros 2, uma grande dúvida paira no ar em relação ao Monster University, continuação de Monstros SA.

Antes do lançamento oficial do longa, muito se falou sobre a propaganda positiva pelo uso de combustíveis derivados de petróleo, mas isso não passa de exagero. Carros 2 segue a tendência de criar franquias que foi iniciada depois que a Pixar foi comprada pela Disney e ambas empresas passaram a fazer parte do domínio de Steve Jobs, Mr. Apple.

Em 2006, com a saída de Michael Eisner, até então presidente da Walt Disney Pictures, houve uma reformulação nos projetos animados do estúdio. Com isso animações como Enrolados, Bolt, A Princesa e o Sapo e Toy Story 3 foram completamente repensados. John Lester, presidente da Pixar, exigiu esforço criativo dos roteiristas e animadores para salvar as animações de se tornar obras inexpressivas. Além disso, Mr. Jobs deu carta branca para a produção de continuações no estúdio. Algo que não era feito antes da fusão Disney/Pixar pelo impasse referente aos direitos autorais das obras.

Bom, mas voltando a falar do Carros 2, a ideia que fica é que John Lester levou mais em conta seu sentimento em relação ao original (ele foi diretor do primeiro Carros e Toy Story, ou seja, todas as franquias do estúdio até hoje são de filmes idealizados por ele), do que o fôlego que a nova franquia teria.

Sinopse: A história evolui de forma simples, bem ao estilo espiões por acidente. Após ganhar a Copa Pistão pela quarta vez, Relâmpago McQueen (Owen Wilson) e sua equipe retornam a Radiator Springs para descansar. Lá ele reencontra Mate (Larry the Cable Guy), seu maior amigo, que aguarda ansioso pelo retorno. Pouco após sua chegada Relâmpago toma conhecimento do Grand Prix Mundial, evento organizado pelo empresário Miles Eixodarroda (Eddie Izzard) onde todos os competidores usarão Alinol, um combustível alternativo. Após ser provocado em um programa de TV por Francesco Bernouilli (John Turturro), um adversário, Relâmpago resolve também competir. Ele decide levar Mate para acompanhá-lo nas corridas, mas logo ele é confundido com um espião americano. Desta forma Mate precisa lidar com Finn McMíssil (Michael Caine) e Holly Caixadibrita (Emily Mortimer), que tentam descobrir qual é o plano do professor Z (Thomas Kretschmann) e seu enigmático chefe para a competição.

BEM NA FITA:

- Gráfico espetacular
- Terem colocado o Tom Mate como personagem principal
- Cenas de perseguição
- 3D

QUEIMOU O FILME:

- É, o filme só tem o Tom Mate;
- A franquia não tem fôlego para um terceiro filme;

FICHA TÉCNICA:

Título original: Cars 2
Diretor: John Lasseter, Brad Lewis
Elenco: Owen Wilson (Relâmpago McQueen - voz), Michael Keaton (Chick Hicks - voz), Bonnie Hunt (Sally Carrera - voz), Emily Mortimer (Holley Shiftwell - voz), Michael Caine (Finn McMissile - voz)
Gênero: Animação
Classificação: Livre
País: EUA


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terça-feira, 12 de abril de 2011

Rio para inglês ver


Rio para inglês ver


A animação é o maior lançamento da história do Brasil, com exibição em mais de 900 salas



Antes de qualquer coisa, se você pensa em ver ‘Rio’, não espere fidelidade geográfica, biológica ou científica. O filme é uma experiência pura de entretenimento (com uma lição de moral no final) e várias licenças poéticas. Não pense que o objetivo ao dizer isso seja diminuir a animação, muito longe disso. A produção, assinada pelo já conhecido Carlos Saldanha (da franquia Era do Gelo), tem vários méritos que justificam (até) os altos preços das sessões 3D.


Ok, ok! Araras azuis são da Bahia, tem 4 dedos, a proximidade entre os pontos turísticos é exagerada (mais próximos do que a conexão Brasil/Marrocos em ‘O Clone’) e um aeroporto clandestino no Centro do Rio é uma viagem (daquelas)...mesmo assim o desenho vale a pena.


No enredo, Blu é uma arara azul domesticada que nunca aprendeu a voar. Na infância foi traficado e levado para os Estados Unidos. Ainda filhote, a arara é encontrada por Linda, sua dona e melhor amiga, em Minnesota. Blu e Linda pensam que ele é o último de sua espécie, mas quando ficam sabendo que há outra arara azul que vive no Rio de Janeiro, eles partem para a terra distante e exótica na expectativa de encontrar Jade, uma fêmea da espécie de Blu. Logo depois de sua chegada, Blu e Jade são sequestrados por um grupo de atrapalhados contrabandistas de animais. Com a ajuda da experiente Jade e de um grupo de debochados e faladores pássaros da cidade, Blu consegue escapar. Agora, com seus novos amigos a seu lado, Blu precisa descobrir a coragem para aprender a voar, enganar os sequestradores que continuam em seu encalço e voltar para Limelhor amiga que um pássaro já teve.

Em entrevista a revista Época, o diretor do filme, Carlos Saldanha, afirmou que o objetivo da animação era entreter e mostrar as belezas do Rio. Isso ele conseguiu. A fidelidade gráfica é impressionante. Outro ponto alto do filme foi a excelente utilização do 3D, coisa que a ‘toda poderosa’ Pixar deixou a desejar em Toy Story 3. As cenas aéreas do Cristo e da Sapucaí foram ótimas sacadas. A trilha sonora também tem seus méritos. O fato de não transformar o samba em rumba é um deles (lembra do desenho ‘Alô Amigos’,do Zé Carioca e Panchito?). Esse acerto veio acompanhado de um grande erro, a transformação de parte da narrativa em musical...É certo que eles se apoiaram em grandes nomes, como Sérgio Mendes, por exemplo, mas a idéia de musicais é algo que até a própria Disney, pioneira nesse formato de animação, tem evitado.


Rio é um filme divertido e bem dirigido. Tem uma mensagem bacana sobre tráfico de animais e só. O filme não pretende fazer questionamentos existencialistas ou sociais.


Uma curiosidade: o lançamento de ‘Rio’ fez com que a Pixar cancelasse uma de suas produções previstas para 2011. ‘Newt’, projeto assinado pelo diretor Gary Rydstrom Gary Rydstrom

(que já havia trabalhado em vários longas do estúdio) narraria o encontro de duas salamandras azuis em risco de extinção. A idéia foi abandonada após a divulgação da data de lançamento de ‘Rio’ e pelo conceito similar entre as duas animações. Esse tipo de situação é muito comum. As gigantes do mercado, Pixar e Dreamworks já tiveram vários projetos similares. Normalmente, leva a melhor quem lança primeiro. Exemplo disso, Vida de Inseto e Formiguinhaz; Monstros S.A e Shrek; Procurando Nemo e o Espanta Tubarões; Madagascar e Selvagem entre vários outros.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

E acabou a brincadeira....


Sem a magia da infância, um brinquedo se torna um objeto inanimado e obsoleto. Dessa premissa parte o início do roteiro de Toy Story 3, novo filme da Pixar. Antes de tudo, duas coisas devem ficar claras. O filme mantém a qualidade dos roteiros dos criadores de UP! e Wall.e, mas peca pela falta de novidades tecnológicas. Diferente de UP, o 3D, neste caso, é utilizado em poucas cenas e não justifica o alto valor do ingresso.

Bom, mas isso não tira os méritos do filme. Dos novos personagens, o Ken é o melhor. Os criadores do filme usaram o modelo de 1986 do boneco, cheio de maneirismos e com crise de identidade. O efeito é hilário, principalmente na segunda metade da projeção. É desnecessário dizer que há uma grande variedade de produtos Mattel e Fisher Price nos momentos “Merchan” do longa-metragem.

No filme, Andy já tem 17 anos e vai para a faculdade. Ao receber a ordem da mãe para separar o que deve ser colocado no sótão e o para doação, acaba cometendo um equívoco. Apenas o boneco Woody, que seria levado por Andy para a faculdade, consegue ficar de fora e compreender o mal entendido. Ao chegar em Sunnyside, (a creche que recebe os brinquedos doados), Buzz e companhia conhecem outros brinquedos. Tudo parece um paraíso, até que eles descobrem o seu real destino, a Pré-escola. O mais engraçado é o fato da creche se tornar uma prisão de segurança máxima com direito até a monitoração por câmeras e as crianças terem métodos de tortura bizarros, e por aí vai.

O filme consegue apresentar uma excelente evolução, até chegar ao clímax de forma dramática. O mais interessante é observar que na sala de exibição havia poucas crianças. O público, em sua maioria, era composto de pessoas com cerca de 25 anos. Esta mesma geração que acompanhou o medo da substituição em Toy Story (1995), acompanhava o destino final dos brinquedos em 2010 e, neste caso, o sentimento de nostalgia é inevitável.

Toy Story 3, na verdade, é o primeiro de uma série de seqüências com sinal verde para a estréia. No ano que vem, chega aos cinemas a continuação de Carros e em 2012 a seqüencia de Monstros S.A. Newt, projeto previsto para 2011, foi cancelado dando lugar para Brave, previsto para a temporada de verão (dos EUA) no ano que vem.