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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UMA PROVA DE AMOR (+++++)

Com a morte do ator Patrick Swayze essa semana, volta à tona o assunto eutanásia. Não, Swayze não sofreu uma, mas o que entra em discussão é se o doente tem ou não direito sobre a própria vida. Vale à pena sofrer tanto sabendo que a luta será em vão? Quando foi diagnosticado o câncer de pâncreas, o ator anunciou que não se submeteria a tratamentos experimentais, pois sofrera uma metástase e o tempo de vida dele seria curto. Ele afirmou que queria apenas aproveitar esses poucos momentos que restavam.

Uma prova de amor, embora discretamente, refere-se ao assunto. Sara (Cameron Diaz) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) descobrem que Kate (Sofia Vassilieva), sua filha, tem leucemia e lhe resta pouco tempo de vida. O médico sugere aos pais um procedimento ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Anna (Abigail Breslin), logo ao nascer, doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Ao atingir onze anos, ela precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, ou seja, que tenha direito a decidir o que fazer com o próprio corpo. Para defendê-la, contrata o advogado Campbell Alexander (Alec Baldwin).

Olha, vou dizer uma coisa pra vocês: chorei muito! É um filme extremamente triste, mas belíssimo. Que delicadeza do diretor Nick Cassavetes para um assunto tão pesado. O roteiro adaptado de livro de Jodi Picoult é original e muito bem escrito. Palmas também para Cameron Diaz que está surpreendentemente brilhante. Jason Patric, Sofia Vassilieva e Evan Ellingson igualmente estupendos. E, claro, não poderia deixar de falar da fofíssima e, mais uma vez excelente, Abigail Breslin que, para quem não se lembra, foi a Olive de Pequena Miss Sunshine (como eu tenho vontade de apertar essa menina! Que fofura!).

Para mim, já é, ao menos, o melhor drama que assisti esse ano. O que reclamar do filme então? Até o final foi, de certa forma, inesperado, fugindo completamente dos clichês de hoje em dia. Mas tenho uma coisa a reclamar: borrei minha maquiagem toda...

SENTE E RELAXE:

- Roteiro muito bem escrito.
- Excelentes atuações.
- Direção extremamente delicada.
- A Abigail Breslin é muito fofa!


SE PUDER, CORRA:

- Ah, é bem triste.
- Borrei a maquiagem.


FICHA TÉCNICA:

NOME: Uma prova de amor (My Sister's Keeper).

ELENCO: Cameron Diaz (Sara Fitzgerald); Jason Patric (Brian Fitzgerald), Sofia Vassilieva (Kate Fitzgerald); Evan Ellingson (Jesse Fitzgerald); Abigail Breslin (Andromeda "Anna" Fitzgerald); Heather Wahlquist (Tia Kelly).

DIREÇÃO: Nick Cassavetes.

ROTEIRO: Jeremy Leven e Nick Cassavetes.

domingo, 6 de setembro de 2009

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (++++)





A versão cinematográfica do livro Le scaphandre et le papillon (1997) - O escafandro e a borboleta, do jornalista francês Jean-Dominique Bauby (1952-1997) que foi escrito através do piscar das pálpebras do jornalista, apesar de contar o trágico acontecimento na vida do editor da revista Elle ao ser vitima de um derrame cerebral, síndrome do encarceramento (locked-in syndrome), que faz com que o único movimento que tenha em seu corpo seja o do olho esquerdo, passando a se comunicar usando o piscar da pálpebra enquanto quem quiser se comunicar com ele dita letras do alfabeto.


Apesar de contar uma história dramática, ela não é banalizada no filme, muito pelo contrário, o filme mantém viva a beleza de se estar vivo, mesmo quando tudo está paralisado, menos a memória e a imaginação que acabam sendo essenciais em manter viva a esperança durante todo o filme.

A beleza do filme está na borboleta que é a imaginação, ela trás muita esperança. A borboleta quando voa, traz liberdade a aquele que se encontra preso em si mesmo, faz ele voar em lembranças e pensamentos, que acabam libertando-o naqueles momentos, do escafandro. É um filme interessante para quem gosta de refletir sobre a vida.


SENTE E RELAXE:



- Esperança é a última que morre.




- Faz você refletir sobre a vida.


- Bela analogia com a borboleta e o escafandro.




SE PUDER, CORRA:



- Pode ser que seja triste demais.


- Vai que você acha chato demais também, afinal não tem tiros e nem pancadaria.




FICHA TÉCNICA:


NOME: O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon).

ELENCO: Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby); Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins); Marie-Josée Croze (Henriette Durand); Anne Consigny (Claude); Patrick Chesnais (Dr. Lepage); Niels Arestrup (Roussin); Olatz Lopez Garmendia (Marie Lopez); Jean-Pierre Cassel (Lucien / Vendeur Lourdes); Marina Hands (Joséphine); Max Von Sydow (Papinou).

DIREÇÃO: Julian Schnabel.


ROTEIRO: Ronald Harwood.

domingo, 9 de agosto de 2009

GRAN TORINO (+++++)


Tá aí um filme que faz qualquer um querer ser neto do Clint Eastwood. Apesar da boca de mau, de jeito de mau, de mau ele nada tem.

"Gran Torino" conta a história de um cara rabugento (rá! novidade nos filmes do Clint!) que acaba de perder a esposa, e só tem filho interesseiro. Desiludido da vida (rá! novidade 2 nos filmes do Clint), Walt (Clint Eastwood) recebe como vizinhos uma família de chineses. Sim, dá pra ficar pior. Aparece o primo gangster dos "chinas" e tenta levar o caçula da família pro mau caminho. Como toda boa gangue, há um teste para entrar: roubar o Gran Torino de Walt. Claro que o menino não consegue. E como ninguém que mexe com as coisas de Clint fica impune, o menino ainda é obrigado pela família a trabalhar para o coroa. Tudo o que era necessário para derreter o coração de gelo do nosso ex-soldado. Walt começa a se envolver com a família e cria um laço muito bonitinho de amizade com eles. E enfrenta a gangue chinesa atribulada. * Eu nunca tinha visto chineses tão chatos ¬¬ *



O filme é um ótimo drama. O nome se deve ao principal motivo do envolvimento de Walt com os orientais, o Gran Torino, que é um Senhor carro. É bom perceber que mesmo sendo um bom velhinho, Clint não perde a rabugentisse clássica. E o filme é chorável. Preparem os lenços e não vá com ninguém que vá te "zoar" por você chorar no fim. =D





SENTE E RELAXE:



- Apesar de ser uma historia triste, as piadinhas espirituosas de Clint arrancam uns bons risos.




- A história é muito boa, e não tem nada daqueles flashbacks que confundem a nossa cabeça.




SE PUDER, CORRA:



- Não vá sem lenços.




FICHA TÉCNICA:


NOME: Gran Torino (Gran Torino).


ELENCO: Clint Eastwood (Walt Kowalski); Christopher Carley (Padre Janovich); Bee Vang (Thao Vang Lor); Ahney Her (Sue Lor); Brian Haley (Mitch Kowalski).


DIREÇÃO: Clint Eastwood.


ROTEIRO: Nick Schenk.