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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Senhora dos Afogados (+++++)

A peça “Senhora dos Afogados” de Nelson Rodrigues ganhou uma montagem extremamente original e de uma qualidade impressionante. O espetáculo dirigido por Ana Kfouri esteve em cartaz no restaurante Albamar (que tem uma bela vista para a Baía de Guanabara) até o dia 01 de fevereiro. O local estrategicamente escolhido foi o grande diferencial da montagem que proporcionou ao público uma experiência singular. Todos os espaços destinados à peça (que nem sequer teve um palco) foram utilizados. O espectador mesmo não participando com falas, não tinha como se sentir passivo diante do espetáculo. É como se cada pessoa do público fosse um hóspede discreto e onisciente na casa da família em que a trama acontece. O mar, que a principio, é o grande vilão na história (é justificativa de todos os males para os personagens) ganhou um destaque interessante. Por vezes, os “hóspedes” foram convidados a olhar a Baía de Guanabara enquanto algo era encenado às suas margens ou até mesmo dentro dela. Vídeos, sonoplastia, iluminação e muita interação foram recursos brilhantemente utilizados durante a peça.

Os atores vagavam o tempo todo pelo ambiente. Cenas eram interpretadas em uma mesa em que parte da platéia estava sentada. O público foi convidado a ir ao andar debaixo onde estava ambientado um bar onde atrizes que intepretavam prostitutas cantavam, farreavam e até choravam a morte de outra enquanto o público estava sentado nas mesas e em pé pelo salão.Teve até um personagem que morreu aos pés de algumas pessoas que estavam na platéia. Em certos momentos de tensão na trama era possível olhar de muito perto nos olhos dos atores porque eles estavam em pé bem do seu lado ou na sua frente.

Eu considerava que estar em cartaz em teatros de arena era um grande diferencial para os artistas e, sobretudo para o público, mas depois de presenciar essa montagem de “Senhora dos Afogados” criei uma nova concepção da grandeza e profundidade que um espetáculo pode ganhar quando há interação com o público e o local é bem explorado.

Sem nomes consagrados no elenco, “Senhora dos Afogados” teve atuações impecáveis. De longe, considero o melhor espetáculo que já assisti em toda a minha vida cultural (deixo aqui bem claro que não assisti outras montagens dessa peça de Nelson Rodrigues).

Ainda não se tem informação se essa montagem estará novamente em cartaz em outro lugar ou lá mesmo no Albamar em nova temporada, mas se isso acontecer recomendo que não percam essa oportunidade ímpar.

Sinopse:

A família Drummond é assombrada pela morte de duas filhas por afogamento. Além disso, o assassinato de uma prostituta há 19 anos é atribuído a Misael, o chefe da família.

Ficha técnica:

Senhora dos Afogados

Autor: Nelson Rodrigues (escrita em 1947 e liberada em 1953)
Direção: Ana Kfouri
Elenco: Ana Abbott, Cristiane Larin, Fabiano Fernandes, Renato Carrera, Renato Livera e Suzana Saldanha

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Turista (+++)

Não, não vá me dizer que não vale a pena assistir a "O Turista". Só a presença de dois ícones pops da nossa geração já nos convida a sentar na cadeira do cinema. Mas alto lá! Não são ícones de se jogar fora. São simplesmente Johnny Depp e Angelina Jolie que estrelam essa produção dirigida "cafajesticamente" por Florian Henckel von Donnersmarck. E isso não é um insulto.

Antes de qualquer coisa, o filme conta a história de um turista americano que, em uma viagem de trem de Paris à Veneza, conhece uma inglesa que o coloca em diversas enrascadas. Não vou detalhá-lhas aqui para não correr o risco de cometer um spoiler.

Depp deve ter feito seu personagem mais canastrão do cinema (é verdade que ele fez "Férias do Barulho" - aquela comédia que reprisava eternamente no SBT - mas era um ator em início de carreira, vai...). Já Jolie, continua exalando sensualidade a cada passo - e a cada rebolada - que dá no decorrer do longa. "O Turista" não é um filme de comédia exatamente, nem bem de ação, mas contém boas cenas que merecem uma risada e possuem uma boa dose de emoção. É verdade que o diretor não repetiu o bom trabalho anterior com "A vida dos outros", mas garante quase duas horas de diversão inofensiva.

Valem os destaques para Steven Berkoff, que faz um mafioso malvado, Paul Bettany, que interpreta um policial da Interpol, e Timothy Dalton, também integrante da polícia inglesa. Todos atores de primeira linha que não se levam a sério um minuto sequer. Nem mesmo no final, mais canastrão do que todo o resto...

BEM NA FITA:

- Angelina Jolie
- Johnny Depp
- Steven Berkoff
- Paul Bettany
- Timothy Dalton

QUEIMOU O FILME:

- Final exageradamente canastrão
- Não é um filme de ação, nem de comédia, nem de romance, nem de drama, nem de...

FICHA TÉCNICA:

NOME: O Turista (The Tourist).

ELENCO: Johnny Depp, Angelina Jolie, Steven Berkoff, Paul Bettany, Timothy Dalton.

DIREÇÃO: Florian Henckel von Donnersmarck.

ROTEIRO: Florian Henckel von Donnersmarck, Christopher McQuarrie e Julian Fellowes.


"Quando o Canto é reza"

Texto feito pela Colaboradora Márcia Barros.


Galera, quem não estava dia 28/01 no Vivo Rio perdeu a maravilhosa Roberta Sá que se apresentou junto com o Trio Madeira Brasil (TMB). O grupo é composto por três integrantes: Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim. Teve também a participação de mais dois percussionistas, Zero e Paulino Dias.

Juntos, apresentaram músicas da autoria de Roque Ferreira e foi uma linda homenagem. “Quando canto é reza” foi um espetáculo que envolveu muita iluminação, batuque, bom gosto e qualidade.
A cantora estava linda, e mais simpática impossível. Chegou a chorar de emoção pela sintonia que disse ter com o Rio de Janeiro.

Sua entrada foi arrepiante: enquanto todos aguardavam ansiosamente, ela entrou cantando a capela, “quando canto é reza” para em seguida os instrumentos o acompanharem. Durante todo o tempo as cores oscilavam no palco respeitando o momento de cada música. Depois de certo período, uma imagem de uma mulher com o colo e cabeça pra baixo, que foi trabalhada com fios, desceu e deixou a decoração mais charmosa e artística.

O show durou pouco mais de uma hora, e sendo fã ou não, valeu muito à pena. O que se ouvia de reclamação era que o show podia ter sido mais longo, e que podiam ter tido algumas músicas dos CDs antigos... Mas foram 15 músicas de um trabalho específico em parceria com o TMB.

Os ritmos oscilavam entre maxixe, maracatu, ciranda, afoxé, samba-choro e samba-de-roda. E não somente a platéia dava seus passos, como Roberta também, que do início ao fim dançou graciosamente.
O entrosamento com o público só não foi maior porque muitas músicas eram desconhecidas. Uma das músicas que o povo mais soltou a voz foi “Água da minha sede”, já regravada pelo grandioso Zeca Pagodinho.

Na faixa “tô fora” teve a participação especial do cantor Moyseis Marques e os dois mostraram bastante dinâmica juntos.
Roberta Sá estava bem exótica naquela noite; em cada mão, tinha um anel de flor, e seu vestido passava do joelho, e com uma estampa muito bonita e enfeitada de flores. Ela não trocou de roupa e parou algumas vezes no palco mesmo, para beber água. Depois de cantar 13 músicas ela e o trio saíram do palco gerando dúvida em muitos se o show havia se encerrado. Mas após 2 minutos de suspense todos voltaram com muito gás; cantaram mais 2 músicas e depois , de fato se despediram. Sim, muitos ficaram com uma reação meio de “vácuo” esperando que ela desse ao menos uma “palhinha” dos sucessos antigos.

Embora tudo isso, Roberta mostrou muita afinidade e atenção com seu público, sua voz esteve firme e segura durante todo show, e acreditem, sem nenhum deslize. No total foram cerca de 15 músicas, e o show que começou 22:30 se encerrou pelas 23:40.

A cantora está na minha lista de recomendações! Rs.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Caça às Bruxas (++++)


No século XIV, dois guerreiros Behmen (Nicolas Cage) e Felson (Ron Perlman) rompem com a Igreja por discordarem de tanta matança nas Cruzadas. Após deixarem os campos de batalhas católicos, eles partem para um povoado e lá descobrem a devastação causada pela epidemia de Peste Negra. A Igreja local mantém uma menina prisioneira por suspeita de ser bruxa e a ela atribuem toda a contaminação. Os religiosos decidem então transferí-la para ser julgada por monges, mas no caminho existe um local do qual muitos homens jamais voltaram. Mesmo contrariados, os desertores se juntam a comitiva formada por um cardeal, um coroinha aspirante a cavaleiro, um homem que perdeu toda família devido a peste e um vigarista para levar a garota ao tribunal religioso. Durante a viagem muitas coisas estranhas acontecem e nada mais será como antes.

"Caça as Bruxas" é um filme épico que reúne muitos elementos que devem garantir o sucesso de bilheteria. Ação em várias cenas de luta, efeitos especiais, ótima maquiagem, belas fotografias, suspense, boa trilha sonora e diálogos engraçados (que não me fizeram rir, mas arrancaram gargalhadas do público na sessão em que estive). Além disso, o roteiro é muito bom. A história é interessante, até certo ponto questionadora, mas principalmente é surpreendente. Quanto as atuações, Nicolas Cage interpretou o papel que está mais do que acostumado: o herói valente de bom coração que tem lágrimas por trás do olhar forte. Gostei do papel dele, mas não houve surpresas quanto ao desempenho do ator. O destaque ficou por conta da atriz Claire Foy. Ela interpretou a suspeita de bruxa e na minha opinião se saiu muito bem. Trouxe as emoções certas para o papel, o deixando misterioso e não ficou nada caricato ou exagerado.


Bem na fita: É um filme épico! Roteiro supreendente, bela fotografia, efeitos especiais e maquiagem. Atuação de Claire Floy (a suspeita de bruxa). Ah! Tb tem o Nicolas Cage...

Queimou o filme: Se você é católico fervoroso pode ficar triste com certos comentários do filme sobre as Cruzadas e Inquisição, cenas de guerra são simples e nada originais...


Ficha técnica:

título original: (Season of the Witch)
lançamento: 2010 (EUA)
direção:Dominic Sena
atores:Nicolas Cage, Ron Perlman, Christopher Lee, Robert Sheehan, Claire Foy.
duração: 103 min
gênero: Aventura

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cora Coralina: Coração do Brasil


Poesia, culinária e Goiás. O que tem em comum essas palavras? A resposta é simples: Cora Colarina! A poetisa goiana está sendo homenageada na exposição “Cora Coralina: Coração do Brasil” no 2° andar do CCBB Rio até 13 de março. Vale a pena conferir! Lá o visitante tem a oportunidade de conhecer um pouco mais não só dos trabalhos da escritora, mas também de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (nome verdadeiro da poetisa que costumava ser chamada de Aninha pelos mais chegados). Poemas, fotos, jornais, vídeos e até receitas culinárias de Cora são encontrados na exposição. O curioso é que as pessoas chegam querendo saber mais sobre a autora e acabam descobrindo um pouco do universo de Aninha. Se tem uma coisa que fica clara para o visitante é que simplicidade e coração são sinônimos de Cora Coralina.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Framboesa de Ouro 2011


O prêmio mais divertido, na sétima arte, certamente é o Framboesa de Ouro. A premiação esse ano acontece no dia 26 de fevereiro. O evento acontece anualmente desde 1980 e sempre é marcado para um dia antes da entrega do Oscar. Esse anos as indicações estão bem interessantes!


E os indicados são...





Pior atriz
Jennifer Aniston - Caçador de Recompensas e Coincidências do Amor
Miley Cyrus - A Última Música
As quatro amigas - Sex and the City 2
Megan Fox - Jonah Hex
Kristen Stewart - A Saga Crepúsculo: Eclipse


Pior ator coadjuvante
Billy Ray Cyrus - Missão Quase Impossível
George Lopez - Marmaduke, Missão Quase Impossível e Idas e Vindas do Amor
Dev Patel - O Último Mestre do Ar
Jackson Rathbone - O Último Mestre do Ar e A Saga Crepúsculo: Eclipse
Rob Schneider - Gente Grande



Pior diretor
Jason Friedberg e Aaron Seltzer - Os Vampiros que se Mordam
Michael Patrick King - Sex and the City 2
M. Night Shyamalan - O Último Mestre do Ar
David Slade - A Saga Crepúsculo: Eclipse
Sylvester Stallone - Os Mercenários



Pior casal ou elenco
Jennifer Aniston e Gerard Butler - Caçador de Recompensas
A cara de Josh Brolin e o sotaque de Megan Fox - Jonah Hex
O elenco de O Último Mestre do Ar
O elenco de Sex and the City 2
O elenco de A Saga Crepúsculo: Eclipse


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amy Winehouse no Rio

Aconteceu menos do que todos queriam. Aconteceu mais do que todos esperavam. Amy Winehouse fez dois shows no Rio de Janeiro nesta segunda e terça e dividiu fãs e crítica. A inglesa de Southgate, bairro de Londres, sensação da música na última década e muitas vezes mais lembrada por sua personalidade 'junkie' do que por suas ótimas canções, fez um show curto, frio e sem novidades. Mas, mostrou porque ainda é considerada uma diva. Sua voz continua potente quando exigida e seu carisma atropela até mesmo alguns detalhes como timidez exagerada e letras esquecidas.

Houve porém, um grande show nesses dois dias. Antes de Amy subir ao palco, o Rio de Janeiro também pode conhecer ao vivo a mais nova sensação do R&B norte-americano: a pequenina Janelle Monáe. Descoberta quando cantava em Atlanta pelo rapper Big Boi, uma das metades do duo OutKast e convidada por ele para participar de duas faixas do disco "Idlewild", de 2006, Janelle Monáe abriu o show de Winehouse e ainda deu uma aula de dança e de modernidade.

Bem menos controversa do que a atração principal, ela já é apontada como uma das revelações dos novos tempos, com apenas dois albuns, o EP "Metropolis: Suites I" (2007) e "The ArchAndroid" (2010), esse vagamente inspirado no clássico do cinema mudo "Metrópolis", de Fritz Lang. Fã de ficção científica e James Brown, Monáe consegue unir os dois em suas músicas, misturando a batida frenética do R&B de Brown com sons eletrônicos. Performática como seu mentor, Monáe parece crescer no palco estando muito bem assessorada de sua incrível banda composta por dupla de metais, piano, bateria, baixo, guitarra, segunda vozes e dançarinos. Mesmo com o show principal marcado para 22h, Monáe já contava com mais de metade da platéia em seu show, que começou pontualmente às 20h30. Sua apresentação durou 1 hora e a cantora apresentou 12 músicas, entre elas "Smile" de Charlie Chaplin, mas levantou a platéia com seus sucessos, "Faster", "Locked Inside", "Cold War", "Tightrope" e "Come Alive". Essa última fez o público ficar mais eufórico do que quaisquer canções de Amy Winehouse durante todo o show. Foi ovacionada e provou ao vivo porque é tão celebrada em seu país natal. Conseguiu conquistar no ato até quem nunca havia ouvido falar dela.

Chega então a vez da grande atração da noite. Com atrasos para os inícios nos dois dias, a banda de Amy Winehouse entrava no palco do HSBC Arena. Os integrantes vestidos como os célebres malandros da boemia da Lapa dava o tom da noite. A grande diva chega em seguida. Vestida em um curtíssimo e decotado vestido de estampa de tigre no 1º dia e meio florida no 2º, Amy entrou no palco recebida por muitas palmas, enquanto um enorme pano desenrolava atrás da cantora revelando uma bandeira do Brasil estilizada onde também se via escrito "Amy Winehouse".

Aparentemente, o público já estava ganho no seu primeiro sorriso. Mas, foi só. De um dia para o outro o que mudou foi uns goles de cerveja em um, umas palavras em português em outro. Sua timidez chega a ser meio exagerada. Sua presença de palco é quase nula. Se limita a arriscar uns pequenos rebolados e uns goles numa xícara com chá de gengibre. Sem falar que anda de um lado para outro quase caindo. Conversa toda hora com o baixista Dale Davis e com o vocalista Zalon Thompson. Esquece as letras diversas vezes e parece cantarolar no que nós chamaríamos de 'embromation'. Porém, basta um sorriso ou uma gargalhada (como quando esqueceu a letra de 'Some Unholy War') que todo mundo acha maravilhoso.

Mas, falemos do quesito música. Sua potente banda, que a acompanha desde seu segundo álbum ('Back To Black' de 2006) é formada por Hawi Gondwe (guitarra), Dale Davis (baixista), Troy Miller (bateria), Sam Beste (teclados), Henry Collins (trompete), Frank Walden (sax barítono), Jim Hunt (saxofone), Heshima Thompson e Zalon Thompson (backing vocals). Amy Winehouse começou o show com 'Just Friends', 'Back to Black' e 'Tears Dry On Their Own'. Com isso, o público já estava domado. Se ela fosse embora naquela hora, todo mundo ia ficar feliz e satisfeito. Mas, veio mais com o cover de Tony Bennett, 'Boulevard Of Broken Dreams', 'Outside Looking In', 'Lovers Never Say Goodbye', 'I Heard Love is Blind' e 'Some Unholy War'. Logo depois, o vocalista Zalon Thompson canta duas músicas, 'Everybody here Wants You' e 'What a Man To Do'. Vem a apresentação da banda e os hits 'Rehab', 'You Know I'm no Good' e 'Valerie', seu cover de maior sucesso, lançado pela banda The Zutons, de Liverpool e eternizada na voz de Amy... Pronto! Abriu até uma garrafa de cerveja...que mané reabilitação o quê...o negócio é encher a cara e quebrar tudo...agora vai...ih, ué, acabou? Ah, tá...voltaram. 'Love is a losing game', 'Me & Mrs. Jones' e Amy diz "Thank You, Goodbye and Good Night" e deixa a banda tocando 'You're wondering now'. E é isso. Fim de show.

Desnecessário dizer que alguns reclamaram do show curto e das músicas esquecidas, principalmente pelo alto custo dos ingressos (o mais baratos giravam em torno de R$ 250,00) mas após alguns anos lendo e ouvindo sobre sua vida conturbada, seus escândalos e toda a áurea de confusão que a envolve, não há como exigir um show diferente da cantora que já é um ícone, mesmo com apenas dois albuns e 27 anos. E venhamos e convenhamos: Em uma época de pouca criatividade, cantoras como Janelle Monáe (incrível com sua energia) e Amy Winehouse (desde já um clássico com sua voz inconfundível e seu estilo) são muito mais do que bem-vindas. São necessárias.

SET LIST JANELLE MONÁE:

1. Suite II Overture
2. Dance or Die
3. Faster
4. Locked Inside
5. Smile
6. Sincerely, Jane
7. Wondaland
8. Mushrooms & Roses
9. Oh, Maker
10. Cold War
11. Tightrope
12. Come Alive (War of the Roses)

SET LIST AMY WINEHOUSE:

1. Just Friends
2. Back to Black
3. Tears Dry On Their Own
4. Boulevard of Broken Dreams
5. Outside Looking In
6. Lovers Never Say Goodbye
7. I Heard Love is Blind
8. Some Unholy War
9. Everybody here Wants You (Zalon Thompson)
10. What a Man To Do (Zalon Thompson)
11. Rehab
12. You Know I'm No Good
13. Valerie
14. Love is a Losing Game
15. Me & Mr Jones

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Enrolados (+++++)

Aposta da Disney neste início de ano, "Enrolados" mostra que a tentativa de voltar ao esquema consagrado é válida. Falo da época em que a produtora lançava um sucesso atrás do outro como "A Bela e a Fera", "Aladdin", "Rei Leão", e por aí vai. Quando cantarolar músicas durante diálogos não era vergonha alguma e, algumas delas, entravam quase que por osmose em nossas cabeças.

O novo desenho dos criadores do Mickey é realmente muito divertido. Aproveitaram uma personagem já existente como Rapunzel e transformaram em um conto de fadas bem diferente. O mocinho se trata de um ladrão, onde só ajuda a protagonista por interesse próprio. Já a mocinha, nunca saiu de casa durante 18 anos. Ela foi sequestrada quando bebê por uma malvada que se passava durante todo o tempo como mãe dela. Aí, com a ajuda de Flynn Rider (o ladrãozinho), nossa heroína descobre toda a verdade e sai em busca de seus verdadeiros pais, os reis da região. A aventura é desenvolvida de forma bem empolgante.

A animação conta com efeitos visuais caprichadíssimos e com um 3D bem interessante (foi muito engraçado ver as crianças levantando as mãos tentando pegar os balões, ou ainda, quando uma comentou "a borboleta passou aqui na minha frente").

É claro que se trata de um filme feito para crianças e conta com bichinhos bonitinhos e muito divertidos como o cavalo (ou seria cachorro?) Maximus e o camaleão Pascal, mas é entretenimento garantido também para os jovens e adultos.

Ah, e para quem interessa, o elenco de dubladores brasileiros conta com Sylvia Salustti, Luciano Huck (?!?!) e a cantora e atriz Gottsha.

BEM NA FITA:

- 3D bem legal
- Músicas bonitinhas (ah, vai...)
- Muito divertido
- Bichinhos bonitinhos (é...)
- Efeitos visuais caprichadíssimos
- Aventura empolgante
- Crianças, jovens e adultos irão adorar

QUEIMOU O FILME:

- Luciano Huck dublando? Precisava?

FICHA TÉCNICA:

NOME: Enrolados (Tangled).

ELENCO (Dubladores Originais): Mandy Moore, David Schwimmer, Donna Murphy, John Goodman, Zachary Levi, Matthew Gray Gubler, Kevin Michael Richardson.

DIREÇÃO: Nathan Greno e Byron Howard.

ROTEIRO:
Dan Fogelman, baseado na história dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm.


Abaixo os trailers dublado e na voz original, para quem quiser comparar e ter o direito de escolha:

DUBLADO


VOZ ORIGINAL