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domingo, 3 de janeiro de 2010

LULA, O FILHO DO BRASIL (+++)


Antes de qualquer coisa neste post, desejo a todos um feliz 2010! Sem mais delongas, logo no fim dos fogos do réveillon, os cinemas não esperaram e anunciaram algumas estreias. Entre elas, está o longa baseado na história do nosso atual Presidente: "Lula, o fiho do Brasil". Aviso também, que não vou entrar no mérito politico. Este não é um blog para discutir assuntos desse tipo. Não me interessa aqui gostar ou não dele. A ideia é analisar o filme como ele próprio.


Fazendo uma análise imparcial então, achei "Lula..." um filme, digamos, bom. A história se inicia a partir de sua infância sofrida no sertão de Pernambuco. Quando eles partem em busca de uma vida melhor em São Paulo, descobrem que o pai (bem interpretado por Milher Cortaz) tem uma amante e é um alcoólatra inveterado. A mãe (a fascinante Glória Pires! Brilhante! Brilhante!) resolve, então, sair de casa com os filhos. Daí por diante, a narrativa se apega diretamente à Lulinha e à mãe. O futuro chefe de governo faz curso de torneiro mecânico, enquanto passa por aventuras com bebida e mulheres , até chegar à chefia do Sindicato dos Metalúrgicos e, por conseguinte, à Presidência da República.


Para mim, o ponto forte da história é mostrá-lo como ser humano. Há uma cena em que Lula chega bêbado em casa e a mãe o reprime por isso. Em outra cena, ele paquera mulheres e fala besteiras de um jovem comum. Há ainda a parte em que ele é chamado de traíra pelos membros do Sindicato. Isso é bem legal: ele errou, erra e vai continuar errando. Isso também é evidente atualmente. Mas falta também emoção em determinados momentos da obra, como quando ele perde o dedo. Há ainda a descaracterização da personagem, já que em pouquíssimos momentos ouve-se a voz rouca e a dicção fanha exigidas para o papel. Além do quê, o português do protagonista tá muito certinho. Nesse quesito, a atuação Rui Ricardo Diaz peca.


Caso você resolva ir ao cinema, não espere ver a entrada dele na política, de fato. Ele ingressando no PT e chegando às candidaturas para presidência? Esqueça. "Lula, o filho do Brasil" pretende mostrar a criação dessa liderança e o início do interesse por política de quem seria nosso futuro governante. Mas esse erro (?!) é "reconhecido" por seu diretor, que alega que teria história ainda para uns dois filmes.


Apesar de todos os defeitos, é um conto que, apesar de todos conhecerem, não deixa de ser impressionante. Já pensou que você pode estar esbarrando na rua com nosso futuro Presidente? Será que um raio cai duas vezes no mesmo lugar? Nada é impossível, né? Quem acreditaria no primeiro raio?


Acho somente que o trabalho de Fábio Barreto perderá uma parte de seu público porque foi lançado na hora errada. Uma obra desse tipo não pode ser lançada em pleno ano eleitoral e com o próprio protagonista ainda no poder. Por mais que se esforce para não ser um filme eleitoreiro, é realmente impossível não associá-lo à uma campanha antecipada (embora, em nenhum momento, Dilma Rousseff seja citada, mas...). É uma pena. Poderiam esperar mais um pouco.
SENTE E RELAXE:
- História, embora conhecida, impressionante.
- Glória Pires sensacional.
- Boa fotografia.
- Ênfase no ser humano Lula e não no Presidente.
SE PUDER, CORRA:

- Correria em algumas cenas para contar a história, consequentemente, ausência de emoção.
- Cadê a "rouquice", a "fanheza" e o português incorreto?
- Lançar em ano eleitoral?
FICHA TÉCNICA:

NOME: Lula, o filho do Brasil.
ELENCO: Rui Ricardo Diaz, Glória Pires, Cleo Pires , Milhem Cortaz, Juliana Baroni.
DIREÇÃO: Fábio Barreto.
ROTEIRO: Daniel Tendler, Denise Paraná e Fernando Bonassi, baseado em livro homônimo de Denise Paraná.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

GIGANTE (+++)


Fui esses dias ao cinema sem maiores pretensões. Tirei meio que no uni-du-ni-tê qual seria o filme a assistir. Pois bem, saiu Gigante (Gigante), uma co-produção entre Argentina, Alemanha, Espanha e Uruguai (quanta gente, quanta alegria!).

Gigante conta a história de Jara (Horacio Camandule) que, como diz o nome, é bem grandinho. Ele trabalha como segurança em um supermercado e, nos fins de semana, faz um bico em uma boate da região. O rapaz se apaixona por Julia (Leonor Svarcas), uma colega de trabalho, mas sua timidez não lhe permite se aproximar dela. Então, decide seguí-la para tentar criar coragem de se declarar.

É exatamente esta "perseguição" que gera os melhores momentos da obra de Adrián Biniez ou, na verdade, os mais angustiantes. Dá uma sensação de impotência não podermos agir enquanto o moço grande mantém-se estático. Exemplo desse misto de cômico-angústia é a cena em que ela aparece na mesma boate em que ele trabalha. Jara entra em pânico e se esconde.

Os atores também chamam a atenção. Suas atuações são muito convincentes e os rostos possuem traços marcantes, o que considero bem peculiar das produções latino-americanas.

O grande problema do filme é que ele não chega a engrenar. Parece sempre andar na mesma marcha. O ritmo é em passos delimitados, não possui oscilações, e as emoções acabam ficando soturnas. É bonitinho, engraçadinho, divertidinho... é bem inho... esse é o mal.

Logo que a sessão terminou, uma senhora se dirige a mim falando: "Que filme ruim!". Eu apenas balancei com a cabeça, sem saber se discordava ou não. Acho até que ela exagerou, mas talvez o diretor tenha errado um pouco a mão mesmo. Faltou dizer se se tratava de um romance ou de um drama.

SENTE E RELAXE:

- Atuações bem convicentes.
- Momentos tragicômicos.


SE PUDER, CORRA:

- Drama ou romance?
- Não troca a marcha.


FICHA TÉCNICA:

NOME: Gigante (Gigante).

ELENCO: Horacio Camandule (Jara); Leonor Svarcas (Julia); Fernando Alonso (Julio); Diego Artucio (Omar); Ariel Caldarelli (Chefe de Jara); Fabiana Charlo (Mariela); Andrés Gallo (Fidel)..

DIREÇÃO: Adrián Biniez.

ROTEIRO: Adrián Biniez.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

UMA PROVA DE AMOR (+++++)

Com a morte do ator Patrick Swayze essa semana, volta à tona o assunto eutanásia. Não, Swayze não sofreu uma, mas o que entra em discussão é se o doente tem ou não direito sobre a própria vida. Vale à pena sofrer tanto sabendo que a luta será em vão? Quando foi diagnosticado o câncer de pâncreas, o ator anunciou que não se submeteria a tratamentos experimentais, pois sofrera uma metástase e o tempo de vida dele seria curto. Ele afirmou que queria apenas aproveitar esses poucos momentos que restavam.

Uma prova de amor, embora discretamente, refere-se ao assunto. Sara (Cameron Diaz) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) descobrem que Kate (Sofia Vassilieva), sua filha, tem leucemia e lhe resta pouco tempo de vida. O médico sugere aos pais um procedimento ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Disposto a tudo para salvar a filha, eles aceitam a proposta. Anna (Abigail Breslin), logo ao nascer, doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Ao atingir onze anos, ela precisa doar um rim para a irmã. Cansada dos procedimentos médicos aos quais é submetida, ela decide enfrentar os pais e lutar na justiça por emancipação médica, ou seja, que tenha direito a decidir o que fazer com o próprio corpo. Para defendê-la, contrata o advogado Campbell Alexander (Alec Baldwin).

Olha, vou dizer uma coisa pra vocês: chorei muito! É um filme extremamente triste, mas belíssimo. Que delicadeza do diretor Nick Cassavetes para um assunto tão pesado. O roteiro adaptado de livro de Jodi Picoult é original e muito bem escrito. Palmas também para Cameron Diaz que está surpreendentemente brilhante. Jason Patric, Sofia Vassilieva e Evan Ellingson igualmente estupendos. E, claro, não poderia deixar de falar da fofíssima e, mais uma vez excelente, Abigail Breslin que, para quem não se lembra, foi a Olive de Pequena Miss Sunshine (como eu tenho vontade de apertar essa menina! Que fofura!).

Para mim, já é, ao menos, o melhor drama que assisti esse ano. O que reclamar do filme então? Até o final foi, de certa forma, inesperado, fugindo completamente dos clichês de hoje em dia. Mas tenho uma coisa a reclamar: borrei minha maquiagem toda...

SENTE E RELAXE:

- Roteiro muito bem escrito.
- Excelentes atuações.
- Direção extremamente delicada.
- A Abigail Breslin é muito fofa!


SE PUDER, CORRA:

- Ah, é bem triste.
- Borrei a maquiagem.


FICHA TÉCNICA:

NOME: Uma prova de amor (My Sister's Keeper).

ELENCO: Cameron Diaz (Sara Fitzgerald); Jason Patric (Brian Fitzgerald), Sofia Vassilieva (Kate Fitzgerald); Evan Ellingson (Jesse Fitzgerald); Abigail Breslin (Andromeda "Anna" Fitzgerald); Heather Wahlquist (Tia Kelly).

DIREÇÃO: Nick Cassavetes.

ROTEIRO: Jeremy Leven e Nick Cassavetes.

SE BEBER, NÃO CASE (++++)


Sabe que sempre vejo com bons olhos essas comédias pastelões. Que rio das maiores idiotices e "sem-gracices" do planeta, porque, pra mim, cinema é diversão e entenda isso como sangue e/ou gargalhadas.Então, foi com imensa alegria que recebi a notícia de que estava "escalado" para assistir Se beber, não case (The Hangover). Dirigido por Todd Phillips e escrito por John Lucas e Scott Moore, o filme foge aos bons (?!) padrões americanos. Ou seja, se você for do tipo "ai, que nojo", "que baixaria", entre outras coisas com aspas, passe longe das salas de exibição, pois você não merece esse filme.

A história não tem muito mistério: amigos se juntam para a despedida de solteiro de Doug Billings (Justin Bartha) na "inocente" Las Vegas. Lá eles alugam uma suíte e têm uma noite de grande badalação. Na manhã seguinte, os três acordam sem a menor ideia do que aconteceu, mas resolvem averiguar, visto que inúmeros acontecimentos estranhos, pra não dizer bizarros, aconteceram após o despertar da trupe. Não vou me aprofundar muito pra não perder a graça. Só adianto que tem a participação muito especial de Mike Tyson. Isso mesmo, o ex-boxeador faz uma ponta como ele próprio.

O bom elenco parece muito entrosado e garante boas risadas. Destaque para Zach Galafianakis (Alan Garner), seu cunhado louco, Ed Helms (Stu Price), um dentista que, com o perdão do trocadilho, tem um relacionamento do tipo 'se casar, beba' (sacou, sacou?) e a ótima Heather Graham (Jade) no papel de uma garota de programa.

Vale à pena assistir na telona, pois é um filme divertidíssimo. Mas não se esqueça: deixa a família em casa pra não assustar a vovó.

SENTE E RELAXE:

- Garantia de muitas risadas.
- Tem mulher pelada! Oba!
- Mike Tyson dá porrada! Uêba! \o/

SE PUDER, CORRA:

- Finalzinho previsível, né?

FICHA TÉCNICA:

NOME: Se beber, não case (The Hangover).

ELENCO: Bradley Cooper (Phil Wenneck); Ed Helms (Stu Price); Zach Galifianakis (Alan Garner); Justin Bartha (Doug Billings); Heather Graham (Jade); Sasha Barrese (Tracy Garner); Jeffrey Tambor (Sid Garner); Ken Jeong (Sr. Chow); Rachael Harris (Melissa); Mike Tyson (Mike Tyson).

DIREÇÃO: Todd Phillips.

ROTEIRO: Jon Lucas e Scott Moore.

domingo, 6 de setembro de 2009

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA (++++)





A versão cinematográfica do livro Le scaphandre et le papillon (1997) - O escafandro e a borboleta, do jornalista francês Jean-Dominique Bauby (1952-1997) que foi escrito através do piscar das pálpebras do jornalista, apesar de contar o trágico acontecimento na vida do editor da revista Elle ao ser vitima de um derrame cerebral, síndrome do encarceramento (locked-in syndrome), que faz com que o único movimento que tenha em seu corpo seja o do olho esquerdo, passando a se comunicar usando o piscar da pálpebra enquanto quem quiser se comunicar com ele dita letras do alfabeto.


Apesar de contar uma história dramática, ela não é banalizada no filme, muito pelo contrário, o filme mantém viva a beleza de se estar vivo, mesmo quando tudo está paralisado, menos a memória e a imaginação que acabam sendo essenciais em manter viva a esperança durante todo o filme.

A beleza do filme está na borboleta que é a imaginação, ela trás muita esperança. A borboleta quando voa, traz liberdade a aquele que se encontra preso em si mesmo, faz ele voar em lembranças e pensamentos, que acabam libertando-o naqueles momentos, do escafandro. É um filme interessante para quem gosta de refletir sobre a vida.


SENTE E RELAXE:



- Esperança é a última que morre.




- Faz você refletir sobre a vida.


- Bela analogia com a borboleta e o escafandro.




SE PUDER, CORRA:



- Pode ser que seja triste demais.


- Vai que você acha chato demais também, afinal não tem tiros e nem pancadaria.




FICHA TÉCNICA:


NOME: O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon).

ELENCO: Mathieu Amalric (Jean-Dominique Bauby); Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins); Marie-Josée Croze (Henriette Durand); Anne Consigny (Claude); Patrick Chesnais (Dr. Lepage); Niels Arestrup (Roussin); Olatz Lopez Garmendia (Marie Lopez); Jean-Pierre Cassel (Lucien / Vendeur Lourdes); Marina Hands (Joséphine); Max Von Sydow (Papinou).

DIREÇÃO: Julian Schnabel.


ROTEIRO: Ronald Harwood.

domingo, 16 de agosto de 2009

Vencedores do Festival de Gramado



Cerimônia de Premiação - VENCEDORES - Foto Edison Vara/PressPhoto

Longa Metragem Brasileiro:
Melhor Filme: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Diretor: Vincent Carelli por “Corumbiara” e Paulo Nascimento por “Em Teu Nome”
Melhor Ator: Leonardo Machado por “Em Teu Nome”
Melhor Atriz: Vivianne Pasmanter, por “Quase Um Tango...”
Melhor Roteiro: Sérgio Silva, por “Quase Um Tango...”
Melhor Fotografia: Katia Coelho por “Corpos Celestes”
Prêmio Especial do Júri: “Em Teu Nome”, de Paulo Nascimento
Melhor Diretor de Arte: Fabio Delduque, por “Canção de Baal”
Melhor Trilha Musical: Andre Trento e Renato Muller por “Em Teu Nome”
Prêmio da Crítica: “A Canção de Baal”, de Helena Ignez
Melhor Filme do Júri Popular: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Corumbiara” de Vincent Carelli
Melhor Montagem: Mari Corrêa, por “Corumbiara”

Longa Metragem Estrangeiro:
Melhor Filme: “La Teta Asustada”, de Claudia Llosa
Melhor Diretor: Claudia Llosa, por “La Teta Asustada”
Melhor Ator: Horacio Camandule, por “Gigante” e Matías Maldonado, por “Nochebuena”
Melhor Atriz: Magaly Solier de “La Teta Asustada”
Melhor Roteiro: Adrián Biniez, por “Gigante”
Melhor Fotografia: Guillermo Nieto, por “Lluvia”
Prêmio Especial do Júri: “La Próxima Estación” de Fernando E. Solanas
Prêmio da Crítica: “Gigante”, de Adrian Biniez
Melhor Filme do Júri Popular: “Lluvia” de Paula Hernández
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “La Teta Asustada” de Claudia Llosa

Curta Metragem:
Melhor Filme: “Teresa” de Paula Szutan e Renata Terra
Melhor Diretor: Paula Szutan e Renata Terra, por “Teresa”
Melhor Ator: Miguel Ramos, por “Teresa”
Melhor Atriz: Juliana Carneiro da Cunha, por “O Teu Sorriso”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Teresa”
Melhor Fotografia: Andre Luiz de Luiz, por “Ernesto no País do Futebol”
Prêmio Especial do Júri: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa
Melhor Diretor de Arte: Diogo Viegas, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Trilha Musical: Leonardo Mendes, por “Josué e o Pé de Macaxeira”
Melhor Montagem: Gustavo Ribeiro, por “Teresa”
Prêmio da Crítica: “O Teu Sorriso”, de Pedro Freire
Melhor Filme do Júri Popular: “Josué e o Pé de Macaxeira” de Diogo Viegas
Melhor Filme do Júri de Estudantes de Cinema: “Olhos de Ressaca” de Petra Costa

Mostra Gaúcha:
Melhor Filme: “De Volta ao Quarto 666”, de Gustavo Spolidoro
Melhor Direção: Leonardo Remor, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Ator: Nelson Diniz, por “Quiropterofobia”
Melhor Atriz: Sissi Venturin, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Roteiro: Davi Pires e Diego Müller, por “Teresa”
Melhor Fotografia: Matheus Massochini, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Direção de Arte: Guilherme Pacheco, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Música: Sérgio Rojas, por “Jogo do Osso”
Melhor Montagem: Marcos Lopes, por “Sobre Um Dia Qualquer”
Melhor Edição de Som: Cristiano Scherer, por “Livros no Quintal”
Melhor Produtor / Produtor Executivo: Regina Martins, por “Mapa-Mundi”


Melhor Filme: “Corumbiara” de Vincent Carelli - Foto Alessandro Rodrigues/PressPhoto

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Resuminho

Festival de Veneza dará prêmio especial a Sylvester Stallone

O ator e diretor Sylvester Stallone vai receber o prêmio "Viva o cineasta" do Festival de Cinema de Veneza, em setembro, anunciou nesta quarta-feira os organizadores do festival.

O prêmio visa a recompensar "um cineasta muito original, que explorou as zonas mas bilhantes e mais obscuras do sonho americano", afirma o comunicado dos organizadores.

"Eu sonhei em ser premiado na Mostra da de Veneza", afirmou o lendário intérprete de Rocky e Rambo ao saber da notícia.

FONTE: UOL Cinema


GRAMADO 2009: Universo de Cildo Meireles ganha o cinema

O primeiro documentário da mostra competitiva no 37º Festival de Cinema de Gramado foi exibido na noite de terça-feira (11/8). Cildo é a estreia de Gustavo Moura na direção de um longa e ele conversou com os jornalistas um pouco antes da exibição do longa no festival gaúcho. “Faço parte do novo momento do documentário”, afirmou o jovem diretor, reconhecendo esse crescimento visível das produções documentais no cinema brasileiro. “Hoje em dia, muito mais gente faz documentário, já que está mais acessível fazer cinema. Ainda é difícil fazer um filme, mas antes as pessoas não podiam nem tentar, os acessos aos meios eram muito restritos.”

FONTE: Cine Click


GRAMADO 2009: Reginaldo Faria mostra insatisfação com o cinema nacional

Homenageado com o troféu Oscarito na 37ª edição do Festival de Cinema de Gramado, o ator e diretor Reginaldo Faria (Cazuza – O Tempo Não Pára) conversou com a imprensa em concorrida entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (12/8), um pouco antes de receber o troféu no Palácio dos Festivais. “Estou acostumado com câmeras, mas agora me sinto desacostumado porque nunca vi tantas câmeras juntas em minha vida, elas estão me assustando”, brincou o ator.

O que ficou bastante claro durante a coletiva foi a insatisfação que o ator e diretor parece sentir em relação ao cinema brasileiro atual. “De uma certa forma, o cinema continua estagnado, embora tenhamos um celeiro enorme de criadores, de pessoas que fazem belíssimos trabalhos”, afirmou Faria, que ganhou o Kikito de Melhor Ator em 1978, pelo trabalho em Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, e em 1987, pela atuação em A Menina do Lado. “Conheci o cinema numa época muito fértil, nas décadas de 60 e 70 – pra mim, a mais fértil, com mercado bem mais amplo e com mais criatividade. Hoje me parece o oposto: o mercado é menor e criatividade igual.”

Para Faria, o grande problema do cinema brasileiro não está na distribuição, mas sim a exibição. “As salas de cinema estão se extinguindo e a cota de tela é mínima, temos 27 dias do ano e 10% do mercado. O cinema brasileiro está fadado a fazer somente filmes de sucesso; ou você faz uma comédia que lota os cinemas ou policial. Vem um Tropa de Elite, todo mundo faz Tropa de Elite; vem A Mulher Invisível e todo mundo faz igual”, acredita o ator.

Faria ainda lembrou que Oscarito o inspirou no início de sua carreira, levando-o à estreia no cinema, em 1952, em Um Marido Solteiro. “Ser premiado em Gramado em 1978 me trouxe a tranquilidade de continuar fazendo cinema no Brasil, mas não é fácil; quem compra um ingresso não sabe a dificuldade que é fazer cinema”, afirmou o ator ao agradecer o prêmio. “Quero estar aqui não somente pelo que fiz, mas também pelo que viu fazer. Existe um dirigismo cultural no Brasil, mas mesmo assim acredito no cinema brasileiro”, concluiu.

FONTE: Cine Click


Warner planeja filme sobre brinquedo

Depois de G.I Joe: A Origem de Cobra, mais um filme baseado em um brinquedo vai chegar aos cinemas. Segundo a Variety, desta vez é a Warner Bros. quem está desenvolvendo um filme sobre um popular brinquedo, o LEGO.

O roteiro do longa, que está sendo escrito pelos estreantes Dan e Kevin Hageman, será de uma comédia familiar com uma mistura de live action e animação. O estúdio está mantendo a história debaixo dos panos, mas sabe-se que terá muita ação a aventura numa trama que se desenrola no mundo de LEGO.

Dan Lin (O Exterminador do Futuro: A Salvação) será o produtor do longa através de sua companhia, a Lin Pictures, e declarou que um dos aspectos que faz questão de incluir no filme será um ator "divertido e criativo cuja imaginação não tenha limites".

FONTE: Cinema em Cena


Diretor brasileiro será homenageado na Alemanha

Os diretores Bruno Barreto , Scott McGehee (Palavras de Amor) e David Siegel (Até o Fim) serão homenageados no Filmfest Oldenburg, que acontecerá de 16 a 20 de setembro, na Alemanha. Entre os filmes do brasileiro, estão programadas a exibição de Atos de Amor, Assassinato Sob Duas Bandeiras, Tati, A Garota, Dona Flor e seus Dois Maridos, O que é isso, companheiro? , Bossa Nova, O casamento de Romeu e Julieta e Última parada - 174. Os três diretores estarão presentes ao evento.

FONTE: Adoro Cinema


Bilheterias EUA: "G.I. Joe" domina a venda de ingressos

O fim de semana passado nas bilheterias americanas contou com três novidades no Top 10. Entre elas G.I. Joe - A Origem de Cobra foi o filme que assumiu a liderança com US$ 54,7 milhões, seguido de perto por outra estreia: Julie & Julia, comédia de Nora Ephron estrelada por Meryl Streep, Stanley Tucci e Amy Adams.

A outra novidade foi A Perfect Getaway, aventura com Steve Zahn, Milla Jovovich e Timothy Olyphant, que chegou sem força, garantindo uma singela 7ª posição no ranking ao arrecadar parcos US$ 5,9 milhões em mais de 2.100 salas.

Enquanto isso, Funny People, líder da semana passada despenca para a 5ª colocação e Força G se mantém no 3º lugar desde a semana passada, se aproximando dos sonhados US$ 100 milhões.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe soma mais alguns milhões no caixa e já é Top 40 de todos os tempos. Se Beber, Não Case (estreia nesta semana no Brasil) vem logo em seguida, na 42ª colocação.

Uma novidade foi a reentrada da comédia romântica (500) Days of Summer estrelada por Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, entre as 10 maiores bilheterias do fim de semana, figurando na 9ª posição. O filme está há quatro semanas em cartaz em 817 cinemas.

FONTE: Adoro Cinema

domingo, 9 de agosto de 2009

GRAN TORINO (+++++)


Tá aí um filme que faz qualquer um querer ser neto do Clint Eastwood. Apesar da boca de mau, de jeito de mau, de mau ele nada tem.

"Gran Torino" conta a história de um cara rabugento (rá! novidade nos filmes do Clint!) que acaba de perder a esposa, e só tem filho interesseiro. Desiludido da vida (rá! novidade 2 nos filmes do Clint), Walt (Clint Eastwood) recebe como vizinhos uma família de chineses. Sim, dá pra ficar pior. Aparece o primo gangster dos "chinas" e tenta levar o caçula da família pro mau caminho. Como toda boa gangue, há um teste para entrar: roubar o Gran Torino de Walt. Claro que o menino não consegue. E como ninguém que mexe com as coisas de Clint fica impune, o menino ainda é obrigado pela família a trabalhar para o coroa. Tudo o que era necessário para derreter o coração de gelo do nosso ex-soldado. Walt começa a se envolver com a família e cria um laço muito bonitinho de amizade com eles. E enfrenta a gangue chinesa atribulada. * Eu nunca tinha visto chineses tão chatos ¬¬ *



O filme é um ótimo drama. O nome se deve ao principal motivo do envolvimento de Walt com os orientais, o Gran Torino, que é um Senhor carro. É bom perceber que mesmo sendo um bom velhinho, Clint não perde a rabugentisse clássica. E o filme é chorável. Preparem os lenços e não vá com ninguém que vá te "zoar" por você chorar no fim. =D





SENTE E RELAXE:



- Apesar de ser uma historia triste, as piadinhas espirituosas de Clint arrancam uns bons risos.




- A história é muito boa, e não tem nada daqueles flashbacks que confundem a nossa cabeça.




SE PUDER, CORRA:



- Não vá sem lenços.




FICHA TÉCNICA:


NOME: Gran Torino (Gran Torino).


ELENCO: Clint Eastwood (Walt Kowalski); Christopher Carley (Padre Janovich); Bee Vang (Thao Vang Lor); Ahney Her (Sue Lor); Brian Haley (Mitch Kowalski).


DIREÇÃO: Clint Eastwood.


ROTEIRO: Nick Schenk.