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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Belle & Sebastian lota o Circo Voador

Depois de nove anos de ausência, os fãs do grupo escocês Belle & Sebastian mataram as saudades em um show no Circo Voador, na última sexta-feira, 12 de novembro. Tudo graças à iniciativa de um grupo de pessoas que conseguiram, através de cotas de investimento, bancar o cachê e trazer a banda novamente ao Rio de Janeiro.

Os fãs, que pularam, cantaram, gritaram e aplaudiram as duas horas de show, com certeza não se arrependeram de gastar seu rico dinheirinho com a banda. Muito pelo contrário. A apresentação foi marcante; daquelas de arrepiar até quem caiu não conhecia o repertório do grupo. A troca de energia entre público e banda foi notória.

O Belle & Sebastian estava inspiradíssimo no palco. Stuart Murdoch e Steve Jackson, os vocais do grupo, pareciam estar se divertindo muito e, ao mesmo tempo, encantados com a resposta dos fãs. O repertório teve como base o último CD do grupo, 'Write Abour Love', mas não faltaram músicas mais antigas, como ‘Like Dylan in the movies’ e ‘Get me away from here I’m dying’. Esta última encerrou o bis.

Stuart Murdoch, aliás, parecia o mais empolgado. Ele fez de tudo um pouco. Dançou e pulou com fãs no palco e correu pela platéia do Circo até chegar ao “segundo andar”, para delírio da galera que estava próxima às escadas. Um dos momentos “fofos” do show aconteceu quando Murdoch leu um pedido de casamento de um fã para sua namorada e ainda presenteou o casal com uma “aliança”.

A apresentação foi perfeita para os admiradores da banda. O Circo Voador lotado mostra o prestígio que os escoceses tem no país. Quem sabe este não foi o prenúncio para uma nova apresentação em breve?

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jogos Mortais 3D - O Final


Uma das séries de terror de maior sucesso dos últimos anos chega ao fim: 'Jogos Mortais 3D - O Final'.

Bom, pelo menos é o que diz o título. Depois de estrear com o impressionante 'Jogos Mortais' em 2004, as sequências passaram a vir com pelo menos um filme por ano. A temática da coisa era sempre a mesma. Um assassino que achava que determinadas pessoas não davam o seu devido valor à vida e por isso eram testadas nos joguinhos sanguinários.

O 1º filme nem mostrava o tal cara até o final pra lá de surpreendente. Mas aí, vieram os filmes seguintes. Uns bons, outros chatos, outros toscos e todos confusos. Você entende que 'Jigsaw' era o assassino, mas na verdade, ele mesmo não matava ninguém. John, seu verdadeiro nome, tinha câncer e depois de ser traído e prejudicado por várias pessoas, entendeu que somente no confronto direto com a própria sobrevivência, o ser humano é capaz de se encontrar e valorizar sua vida.

Aí, ele morre no 3º filme e alguns de seus 'sobreviventes' seguem com o seu trabalho, incluindo sua mulher. O maneiro nesses filmes eram as mortes pra lá de bem sacadas. Era armadilha mais sinistra que a outra. Mas, mesmo pra filmes assim a história tem que ser boa senão ninguém aguenta.

'Jogos Mortais' teve 7 filmes, mas todos se amarram uns nos outros e isso faz com que mesmo que você não queira mais saber deles, a curiosidade te faz ver tudo até o fim.

Mas, como sabemos, Hollywood não tem criatividade pra mais nada e fica-se naquela pergunta batida: 'Mas agora acabou mesmo?'

Bem, se eles quiserem lucrar com isso, vai ficar difícil segurar nesse último filme. Mas, se acabar agora e do jeito que foi, fica bom e ninguém reclama de nada.

'Jogos Mortais 3D - O Final' costura as pontas soltas dos outros filmes e finaliza bem. Não há necessidade de ter um outro. Principalmente, porque o novo 'Jigsaw', o detetive Mark Hoffman, é um assassino mesmo e vira o vilão da história toda.

'Ah, mas ainda tem do que reclamar?' Sim, tem. Principalmente o fato de ser em 3D. Pagar um ingresso mais caro por uma coisa que nem fez diferença foi meio decepcionante. Foram poucas vezes que foi possível curtir a sensação do sangue virtual na telona. As armadilhas em 3D simplesmente não funcionaram.

Outra coisa foi o fim da surpresa. Por conta de tantos filmes já feitos, acabou-se a originalidade da coisa e a nossa tensão com as situações. Todo mundo já sabia como terminaria, como sair dos jogos e até quem está por trás de tudo.

Mas, também não quero ser chato. Tirando uma coisa ou outra, o filme é bem legal e vale o ingresso. Menos, em 3D. E acredito que possa ser mesmo o fim. Vai depender daquela coisa decadente chamada 'Hollywood'. Caso contrário, podem esperar 'Jogos Mortais 8, 9, 10 e contando...' Mas aí, até eu paro. Quando sair a caixa com os 35 Dvd's mais o bonequinho incluído, volto a assistir.

sábado, 13 de novembro de 2010

IV Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Caribe


Uma viagem ao Senegal, mais especificamente a Dakar, por apenas R$ 2 reais. Exatamente assim que me senti ao assistir uma das mostras do IV Encontro de Cinema Negro Brasil, África e Caribe . A sessão na qual estive presente foi inteiramente dedicada a esse país. Foram dois médias produzidos no Senegal que contaram de formas totalmente diferentes a realidade daquela população.


A primeira produção foi um documentário chamado "Le Monologue de la muette" ( O monólogo da muda). O título parece engraçado à primeira vista, mas foi muito bem escolhido e digno da qualidade e profundidade do filme. O cotidiano de uma doméstica que trabalha em Dakar é mostrado no média. Suas visões de mundo, suas expectativas de vida e as humilhações pelas quais é obrigada a passar calada é o foco dessa produção. O filme retrata as desigualdades sociais e a forma desumana com que os mais abastados tratam as empregadas. O documentário é como um grito de fúria, um desabafo de quem não tem quem queira o ouvir...


"Un transport en commun" foi o segundo média exibido na sessão. O filme conta de forma leve e interessante uma viagem de Dakar a cidade vizinha de Saint Louis. No mesmo táxi, sete desconhecidos interagem contando suas histórias. Pode parecer um filme banal ou até mesmo um documentário contando assim, mas a grande sacada é que a história praticamente toda se passa dentro de um engarrafamento e as histórias e as relações entre os passageiros são sempre mostradas em forma de musical. Confesso que me surpreendeu e também dei boas risadas do início ao fim.


Além das mostras de filmes caribenhos, africanos e brasileiros, é possível também participar de seminários gratuitos no Odeon, Oi Futuro, Centro Cultural da Justiça entre outros. O evento vai até amanhã dia 14/11.


Vale a pena conferir!




segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vampiros param a Lapa e revoltam moradores

O bairro da Lapa é um ícone da boemia e da malandragem carioca. E quem diria que ele seria palco de uma grande confusão envolvendo vampiros, moradores e adolescentes histéricas correndo pelas ruas.

Ninguém foi mordido no pescoço, obviamente. A confusão se formou em torno das filmagens brasileiras de mais um capítulo da saga "Crepúsculo". Em "Amanhecer", Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) vem para o Brasil durante a sua lua de mel.

A equipe e os astros estão no país e já filmaram na Marina da Glória e na já citada Lapa. Enquanto a montagem do set de filmagem exigia um grande esforço dos profissionais, do lado de fora da cerca, adolescentes ansiosos esperavam para ver seus ídolos mesmo de longe. Alguns sonhavam com autógrafos e outras coisas mais. Mas a gravação aconteceu apenas à meia-noite, ironicamente, a hora ideal para os vampiros saírem às ruas. Poucos foram os privilegiados que conseguiram acompanhar. Segundo informações, as filmagens foram até às 4h da manhã.



Quem não gostou nada do que estava acontecendo foram os moradores da Lapa. A produção fechou totalmente algumas das ruas mais importantes do bairro: a Mem de Sá e a Riachuelo. Ninguém entrava ou saía. E isto, incluía os moradores.

A revolta foi tão grande que um grupo acabou colocando fogo em banheiros químicos da região. A Polícia Militar e a Guarda Municipal estavam presentes, mas não sabiam informar nada para os moradores. A indignação era total do lado de fora das filmagens. Alguns moradores informaram que teriam que mostrar comprovante de residência para passar pelo local. Ou então, dar uma volta enorme para chegar em casa. A maioria, aliás, acabou fazendo isso, pois nenhum órgão público informou com antecedência aos moradores que eles deveriam andar com comprovantes de residência.

No entanto, alguns moradores da Lapa ainda conseguiram lucrar com o que estava acontecendo. Quem vivia nos prédios em frente às filmagens conseguiu cobrar ingressos por um espacinho em suas privilegiadas janelas. O valor ia de R$20 a R$100. É a malandragem carioca vencendo a frieza dos vampiros americanos.

OBS: Fonte da Imagem: Delson Silva / Ag. News.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Casuarina na Fundição Progresso (+++++)

Num dia de céu nublado, com algumas gotas de chuva caindo durante alguns instantes, só poderia ser o prenúncio: refresca agora, porque lá dentro a coisa vai esquentar. E não deu outra. Num calor infernal dentro da Fundição Progresso, o clima ferveu com a roda de samba do Casuarina. Com um repertório pautado no ótimo disco "MTV Apresenta: Casuarina", não faltaram sucessos como 'Certidão', 'Arco-Íris', '400 anos de Favela', 'A Roda Morreu', 'Senhora Liberdade', 'Swing de Campo Grande', entre outras.

Como já havia sido anunciado, teriam dois convidados especiais: Pedro Miranda e Alceu Valença. O primeiro, ainda desconhecido do grande público, e, até por isso, de início, deu uma certa esfriada no ambiente, chegou a empolgar um pouco no decorrer de sua apresentação com canções como 'Diz que fui por aí', de Nara Leão. Já o segundo, apesar de eu não ser grande fã, confesso, é inegável a empatia dele com o público. O show realmente contagia e faz até um ardoroso fã de heavy metal pular (tô falando isso porque eu vi um fazer do meu lado... heheh). Pra fechar a noite, a supresa prometida via twitter pela banda: Elba Ramalho, que, assim como seu conterrâneo, não fez vergonha e sacudiu a platéia.

Méritos para um grupo muito coeso, com belas músicas e um vocalista extremamente competente como João Cavalcanti, que não deixa que a alcunha de ser filho do fantástico Lenine sustente a sua carreira.

De ruim, apenas a acústica da Fundição, já que o show foi realizado no andar de cima (era uma roda de samba), impedindo o entendimento de algumas palavras, às vezes.


domingo, 31 de outubro de 2010

Animação para todos os gostos

Foi-se o tempo que o cinema animado era considerado programa de criança. Prova disso, foi a mostra organizada em comemoração do Dia Internacional da Animação, que aconteceu na última quinta-feira, simultaneamente em várias cidades do Brasil.

Em Niterói, a sessão foi exibida no Bloco D da UFF, no campus Gragoatá. Em pouco mais de 2 horas, o público pôde se deleitar com obras animadas dos mais diversos estilos.

O festival foi iniciado com o divertido “Tromba Trem”, curta de animação brasileiro dirigido por Zé Brandão. Na seqüência, o público foi apresentado aos excelentes “O Acaso e a Borboleta” – Dir. Tiago Américo e Fernanda Correa; “Doce Ballet” – Dir. Lina Fridman e Maira Fridman e “Bonequinha do Papai” – Dir. Luciana Eguti e Paulo Muppet.

Este último, muito criativo, funcionava como uma espécie de Steamboat Willie high tech . Logo na abertura, o espectador é alertado que trata-se de uma obra em 2D. Logo depois saltam os personagens baseados em objetos da década de 1980 em traços que lembram os primórdios da animação na década de 1920.

A exibição seguiu com “Musicaixa” – Dir. Jackson Abacatu; “Dias de Sol” – Dir. Luciano Lagares; “Como comer um elefante” – Dir. Jansen Raveira; “Voltage” – Dir. Felippe Lyra e William Paiva; “O Divino, De Repente” – Dir. Fábio Yamaji e “Eu queria ser um monstro” - Dir. Marão.

Muitas animações já haviam sido apresentadas no Animamundi, mas, mesmo assim, o programa ainda era uma boa pedida.

Esta foi a sétima edição do evento no Brasil, organizado pela Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA). As exibições foram feitas simultaneamente em todo o Brasil. Foram mais de 400 cidades do país. Este é o maior evento simultâneo do gênero do mundo, que tem como principal objetivo difundir o cinema de animação, atraindo novos públicos e proporcionando aos espectadores o acesso a essa arte cinematográfica, institucionalizando o dia 28 de outubro, como referência histórica da animação mundial na sociedade brasileira.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

The Walking Dead

Vazou na internet o episódio piloto da série mais esperada da temporada 2010/11, "The Walking Dead". A série originária dos quadrinhos e criada por Robert Kirkman, conta a história de um policial que depois de levar um tiro acorda em um hospital deserto e se descobre no meio de um holocausto zumbi. O conflito interno dos personagens e a tradicional carnificina nos filmes do gênero são uma atração a parte.

Assisti e posso dizer que a série promete não só sustos, mas, uma boa dose dramática. Destaque para a maquiagem dos zumbis que é impecável.

A primeira temporada conta com apenas seis episódios e estréia dia 31 de outubro nos EUA e 02 de novembro no Brasil, às 22hs na Fox.

Assista abaixo um comercial de TV

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Exposição One Blood

Você já imaginou uma exposição composta somente por quadros pintados com sangue humano e acrílico. Acreditem, ela existe e está mais perto do que você imagina...

O artista italiano Lúcio Salvatore ousou com “One Blood” que pode ser visitada gratuitamente no Centro Cultural dos Correios no Rio até o dia 31 de outubro. Os quadros foram feitos com o sangue das pessoas retratadas nas obras para passar a idéia de identidade, retorno ao ser. A exposição é dividida em sangue arterial e sangue venoso. Na primeira, como sugere o título, é composta por obras de arte em tons mais vivos e quadros abstratos em sua maioria. Já na parte venosa, as obras ganham tons mais escuros e predominam os retratos (com direito até ao auto-retrato do pênis do pintor e claro com o sangue dele!).

Polêmicas a parte, a exposição é realmente impressionante. Vale a pena visitar!

One Blood – até 31/10
Centro Cultural CorreiosRua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: 0XX 21 2253-1580
Entrada franca

O Centro Cultural Correios recebe visitantes de terça-feira a domingo, das 12 às 19h