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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Pele que Habito (+++++)

Richard Ledgard (Antonio Banderas) é um cirurgião plástico que, após a trágica morte da sua esposa por consequências de queimaduras graves causadas por um acidente de carro, fica obcecado pela criação de uma pele ultra resistente que o fogo não pode consumir. Depois de 12 anos de experiências antiéticas em cobaia humana, o médico consegue chegar ao resultado desejado.

Assim é a história central da nova trama que, bem ao estilo Almodóvar, é repleta de cenas calientes e temas polêmicos. Dessa vez o cineasta espanhol inovou ao optar pelo gênero drama. Um clima de tensão é presente durante o filme inteiro que chega a beirar ao suspense ou terror psicológico já que o roteiro é bem imprevísivel (até para as almas mais pertubadas como a minha! Hahaha!!!). Várias histórias dignas daquelas novelas mexicanas bem cruéis se entrelaçam compondo a supreendente trama.

O roteiro é dinâmico e bem amarrado. A história é contada de forma fragmentada, mas nada vinculado à trama central fica sem resposta. As atuações são muito boas e convencem. O destaque é para Elena Anaya, que interpreta Vera, e Blanca Suárez, que interpreta Nora, a filha do médico Richard. Antonio Banderas (Richard) também atuou muito bem assim como Jan Cornet (Vicente). Já Marisa Paredes demonstrou bem a frieza que seu personagem precisava, mas em algumas cenas o excesso de dramaticidade expressado por ela me lembrou realmente personagem de novela mexicana, mas, levando em consideração todo o contexto e o estilo do roteiro, não pode ser considerada uma atuação ruim.

Se você espera um tórrido romance apimentando ou uma sofrida história de amor, esqueça! Esse não é o filme certo... A Pele que Habito é uma história de vingança que, entre traições, ódios familiares, frieza, estupros e discussões sobre ética médica, traz diversas mensagens intrísecas. A principal delas é "as aparências enganam". Outro tema de destaque no filme é a privação da liberdade e as formas como lidar com ela. Além disso, o espectador pode sentir na pele o que é ser uma cobaia. Muitas discussões éticas e morais podem ser travadas a partir desse filme que, já vou avisando, é bem pesado, mas que vale muito a pena!

Bem na Fita: O filme é realmente surpreendente e com atuações bem convicentes. Sexo, violência e polêmica. Ah! Afinal é Almodóvar....

Queimou o filme: Se você é uma pessoa sensível e não curte filmes pesados evite esse! Se você espera um tórrido romance apimentando uma sofrida história de amor, esqueça! Esse não é o filme certo para você.

Ficha Técnica:

Nome: A Pele que Habito (La Piel que Habito)
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet, Roberto Álamo, Blanca Suárez, Eduard Fernández
Direção: Pedro Almodóvar
Gênero: Drama
Duração: 120 min
Classificação: 16 anos

terça-feira, 7 de junho de 2011

Exposição sobre Pedro Almodóvar no Rio

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar é destaque a partir de hoje na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, com a abertura da mostra "El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar". O evento traz 40 filmes - 17 deles dirigidos pelo espanhol e 23 produzidos por ele ou que influenciaram sua filmografia - que serão exibidos até o dia 19 de junho. A programação ainda contempla debates sobre a obra de Almodóvar. Os ingressos para os filmes da mostra de Almodóvar custam R$ 4 (R$ 2 a meia-entrada).

A mostra inclui desde "Pepi Luci, Bom e Outras garotas de montão", de 1980, até "Abraços Partidos", de 2009, passando por filmes como "Kika" (1993), "Carne Trêmula" (1997) e "Má Educação" (2004). Entre os filmes que não são do cineasta, destaque para "Janela Indiscreta" (1954), de Hitchcock, "Noites de Cabíria" (1957), de Federico Felini, e "Pacto de Sangue" (1944), de Billy Wilder. A programação completa pode ser conferida em: http://www.buendiafilmes.com/eldeseo/


SERVIÇO


El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar
Caixa Cultural - Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro
De 7 a 19 de junho, de terça a domingo
Ingressos a R$ 4 (R$ 2 meia-entrada)