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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Gilberto Gil no Teatro Castro Alves (+++++)

Apreciar as belezas de Salvador já é de uma felicidade única, mas curtir Gilberto Gil em sua terra natal, é quase inenarrável.

Ainda que o cantor e compositor não tenha nem sequer chegado perto de sucessos como "Aquele Abraço", "Haiti", "Drão" e "Palco", não faltaram algumas famosas como "Expresso 2222", "Esperando na janela", "Eu só quero um xodó" e até "Asa Branca", de Luiz Gonzaga. Não era um show enaltecendo a carreira dele, mas de uma fase mais recente, onde o baiano tem dado maior atenção aos xotes e xaxados. Com isso, não faltaram músicas de seu álbum mais recente, o "Fé na Festa". Destaque para "Livre-atirador e a Pegadora".

O público explodiu quando ele cantou "Maria Minha" e "Madalena". Aos berros, a plateia ensandecida acompanhava: "Fui passear na roça/encontrei Madalena/sentada numa pedra/comendo farinha seca/Olhando a produção agrícola/e a pecuária/Madalena chorava/sua mãe consolava/dizendo assim:/pobre não tem valor/pobre é sofredor/e quem ajuda é Senhor do Bonfim!". De arrepiar. E todo mundo sabendo de cor e salteado.

A simpatia de Gil é de contagiar e a empatia com o público é imediata. O cantor se mostra à vontade no palco, e contando com músicos de primeira classe, como o baixista Artur Maia e o guitarrista Sérgio Chiavazzoli, tudo parece ficar mais fácil.

Uma notinha que não posso deixa de dar: Ele lembrou também da ocupação do complexo de favelas da Penha e do Alemão também ao tocar "Baião da Penha", onde lembrou o momento que vive o Rio de Janeiro.

É de valer cada centavo.