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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Los Hermanos brinca de ser feliz no palco da Fundição Progresso (+++++)

Os "caras estranhos" (e isso não é pejorativo) voltaram! Se em definitivo ou não, fizeram um show em alta voltagem, nesta quinta, na Fundição Progresso.

Aparições do Los Hermanos na tradicional casa de espetáculos da Lapa foi, durante muito tempo, um acontecimento, digamos, até rotineiro. Mas, como (quase) todo mundo sabe, a banda entrou em recesso e realizou algumas apresentações esporádicas durante o período "sabático". Portanto, o show deste dia 24 de maio torna-se histórico pelo fato de ser o retorno de uma das bandas mais expressivas dos últimos 20 anos da música brasileira.

Nos arredores do local, fiéis seguidores lotavam o espaço  com a expectativa de uma verdadeira final de campeonato. Os fãs se espremiam para conseguir o melhor ângulo para assistir ao espetáculo, mas tudo em paz, sem nenhuma ocorrência violenta registrada.

Ao entrar no palco, o Los Hermanos não se dirigiu à plateia. Não precisava. Bastou abrir com "O Vencedor" que a noite já estava ganha. O vocalista Marcelo Camelo ergueu o pedestal de seu microfone para os espectadores, como se fosse para mostrar: "Ei, estamos aqui! Voltamos!". Seguiu-se então com "Retrato para Iaiá" e "Todo Carnaval tem seu fim", onde houve uma espécie de "duelo" (sensacional) de pedais utilizados pelos guitarristas.

A alegria dos integrantes era bem visível, diferentemente de apresentações anteriores, como a da abertura para o Radiohead, em 2009. No decorrer do espetáculo, Camelo e Amarante apresentaram uma música nova (aparentemente sem nome, já que não foi pronunciado), com melodia digna dos Hermanos, mas que não chegou a encantar os presentes. Em seguida, executaram a 'quase valsa' e belíssima "Mais uma canção", raramente ouvida em shows da banda (para mim, inédita).

O primeiro ato da apresentação prosseguiu com "O Velho e o Moço", "Conversa de Botas Batidas" e "Último Romance" e se encerrou com o público implorando por "Pierrot" (fato recorrente em shows da banda). Destaque para a brincadeira dos integrantes que tocaram a música de abetura de "Armação Ilimitada", seriado exibido na "Globo" nos anos 80, entre as duas últimas canções.

O bis foi iniciado com "Adeus Você", do álbum "Bloco do Eu Sozinho", seguida de "Tenha Dó". Para a surpresa de todos (embora ela tenha voltado a aparecer no set list da banda com certa frequência), "Anna Júlia" deu o ar da graça e foi cantada aos berros por Camelo, que chegou a falhar a voz em determinado momento. Deu-se prosseguimento, então, com "Quem Sabe", onde um empolgado Rodrigo Amarante subiu na estrutura da casa e depois foi para o meio do público. Para fechar com chave de ouro o primeiro show da turnê carioca, a tão pedida "Pierrot" foi executada acompanhada em uníssono pela ensandecida plateia da Fundição, que contou com pierrots "de verdade".

O Carnaval do Los Hermanos reiniciou, nesta quinta-feira (24/5), na Fundição Progresso com 30 músicas e cerca de duas horas de duração. Esperamos que "o vento" venha dizer logo o que virá e que seja uma ótima supresa com a volta definitiva desses "vencedores".

Confira o set list completo:

1- O Vencedor
2– Retrato pra Iáiá
3- Todo carnaval tem seu fim
4– Além do que se vê
5- O Vento
6- Morena
7- Um par
8- Casa pré-fabricada
9- Do sétimo andar
10- Azedume
11- Descoberta
12- Onze dias
13- Sentimental
14- A flor
15– Cara Estranho
16- Condicional
17- De onde vem a calma
18- Primeiro andar
19- A outra
20- Deixa o verão
21- Música nova
22- Mais uma canção
23– O Velho e o Moço
24– Conversa de botas batidas
25- Último romance

Bis

26– Adeus você
27- Tenha dó
28- Anna Júlia
29- Quem sabe
30- Pierrot

Veja abaixo uma galeria de fotos do show e, em seguida, alguns vídeos disponibilizados por fãs na internet:

Fotos: Wilson Spiler - SRZD

Além do que se vê

Último Romance
Quem Sabe/Pierrot

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dica de Teatro: Antes da coisa toda começar

Para quem curte um drama cult nos palcos, a dica é ir até a Fundição Progresso amanhã às 20 horas conferir “Antes da coisa toda começar”. O espetáculo teatral do Espaço Armazém Cia de Teatro ficará em cartaz lá somente até o dia 14 de agosto.


A peça traz três personagens que surgem das lembranças e memórias de um homem enclausurado em si mesmo. Cada personagem revela aspectos de uma mesma vida e atravessa processos distintos na tentativa de não se acomodar diante das regras do mundo. Abstrato demais? Bom, o Blah Cultural simplifica para você! Assista o trailer abaixo e descubra a vibe da peça.





Serviço
Antes da coisa toda começar
Fundição Progresso
Rua dos Arcos, 24 - Lapa. Inteira: R$ 30,00 Meia entrada: R$ 15,00
De quinta a domingo, às 20h
Até 14 de agosto

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tarja Turunen na Fundição Progresso (++++)

***** As fotos e o texto são colaborador Thiago Motta *****

O último domingo (13/03) foi um dia marcante para os cariocas. Mês do samba, do Carnaval e um dia após o desfile das campeãs. Enfim, o dia do Monobloco que agitou a Lapa até a tarde de domingo. Mas em meio aos foliões, um grupo menos acostumado aos exageros carnavalescos se reunia em frente ao casarão da Fundição Progresso, fazendo um interessante contraste com as diversas cores que desfilavam pelo local. Em sua maioria, vestiam preto e despertavam o interesse dos transeuntes que passavam gritando "Iron Maideeeen" (símbolo do estereótipo headbanger) ou mostrando sua curiosidade:

- "Quem vai cantar aqui?" Perguntava uma colorida foliã.

- "Tarja Turunen!" Respondia (eu) com sorrisos e empolgação.

- "Tá, e quem é ela?" Pergunta surpresa a foliã.

- "Sabe o Nightwish?" Pergunto novamente, esperançoso por manter a conversa.

- "Night o quê?" responde novamente a foliã.

Realmente se tratam de grupos bem distintos, de gostos e loucuras quase que incompatíveis que, na medida do possível, compartilharam este domingo no Centro do Rio com amor aos seus gostos musicais. Porém, para a fila de headbangers, o dia ainda estava bem longe de acabar.

O sol se põe, junto com ele vão-se as cores do Carnaval. A bela lua que figurava acima da casa iluminava um novo sonho, afinal muitos veriam pela primeira vez o seu ídolo nesta segunda apresentação da carreira solo de Tarja Turunen no Rio de Janeiro, cidade constantemente citada com carinho em suas entrevistas. E os fãs que compareceram ao show neste domingo fizeram jus a este sentimento com empolgação e com os presentes que foram jogados ao palco e exibidos pela cantora durante a apresentação que alternava com maestria entre sons calmos e os 'mais pesados'.

Os destaques da noite de domingo ficam por conta:

- da presença da caravana de Belo Horizonte, marcando presença e ajudando a animar o dia;

- do sempre surpreendente solo na bateria de Mike Terrana que deu um show a parte no intervalo da apresentação e;

- da grande surpresa da noite, a banda gaúcha Tierramystica que mostrou talento ao exaltar a importância da musicalidade nacional e sulamericana, que aparecem frequentemente nos sons da banda.

SET LIST:

1- Dark Star
2- My Little Phoenix
3- I Feel Immortal
4- In For A Kill
5- Falling Awake
6- I Walk Alone
7- Solo de bateria + Jam da banda
8- Little lies
9- Underneath
10- End of All Hope
11- Higher Than Hope/We Are/Minor Heaven/Archives of Lost Dreams (acústico)
12- Ciaran’s Well
13- Crimson Deep
14- Where Were You Last Night/Heaven is a Place on Earth/Living on a Prayer
15- Die Alive
16- Until My Last Breath

domingo, 12 de dezembro de 2010

" Senhoras e Sem dores..."

Um espetáculo onde a poesia prevalece: Assim promete Fernando Anitelli - e assim ele cumpre. Misturando a magia dos circos com música e Teatro, a banda lotou a Fundição Progresso e por mais de 2 horas ouviu um público fiel cantar todas as letras.
Em diversos momentos, o próprio Anitelli parecia não acreditar no que via: O Teatro mágico, tal como muitas bandas (boas) não encontram espaço na mídia e o único meio de interagir com o público e divulgar o trabalho é através das redes sociais. E funciona. Pessoas do Brasil inteiro conhecem a trupe e vibram não só pelo carismático, poeta e amável vocalista, mas por cada integrante que entrega seu charme, simplicidade e talento.
No show de ontem, 11/12, os fãs de Teatro Mágico puderam comemorar com a banda os 7 anos de carreira e receberam um presente da Trupe: A participação de Leoni, Os Varandistas ( Projeto de Maria Gadú, Leandro Leo, Caio Sóh e outros, onde a poesia também é marca registrada) e a banda Forfun (que abriu o show). O Público agradeceu e fez dos momentos os mais emocionantes: Cantaram alto todas as músicas, pularam, aplaudiram. Muito além da alegria, os artistas lembravam que apesar da festa, era necessário expandir o movimento MPB ( música para baixar); Porque a arte deve (e precisa) ser livre, dizia Fernando Anitelli, e todos concordavam.
Após as participações, de volta ao Circo-Teatro-Show. No cabeça do público, as letras penetravam e ao ver o temível monstro da música " O Mérito e o monstro", a pergunta era clara: Qual o mérito de ser monstro ? E pra quem todo mundo olha (ou de quem as pessoas lembravam, enquanto cantavam emocionadas "Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar...").
Durante brincadeira com o público, Anitelli falava errado e as pessoas o acompanhavam... Qual o problema disso ? Nenhum , afinal, " Errado é aquele que fala certo mas não vive o que diz".
Todo mundo com olhos vidrados no palco, sonhando e se perguntando "Será que a sorte virá num realejo, trazendo o sol da manhã, a faca e o queijo, ou talvez um beijo seu " ? Não importa tanto, né ? Afinal " Quando o nó chegar, deixa desatar em nós...".
O momento de despedida chega; O Teatro mágico chama de volta os convidados da noite. Todos cantam junto. A imagem vista de todos os ângulos (com a ajuda dos telões), é linda; Realmente "Tem horas que a gente se pergunta porque é que não se junta tudo numa coisa só! " E claro, o recado final não podia ter sido deixado de lado: " Viva à sua maneira, não perca a estribeira, saiba do seu valor. E amanheça brilhando mais forte que a estrela do norte que a noite entregou."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Casuarina na Fundição Progresso (+++++)

Num dia de céu nublado, com algumas gotas de chuva caindo durante alguns instantes, só poderia ser o prenúncio: refresca agora, porque lá dentro a coisa vai esquentar. E não deu outra. Num calor infernal dentro da Fundição Progresso, o clima ferveu com a roda de samba do Casuarina. Com um repertório pautado no ótimo disco "MTV Apresenta: Casuarina", não faltaram sucessos como 'Certidão', 'Arco-Íris', '400 anos de Favela', 'A Roda Morreu', 'Senhora Liberdade', 'Swing de Campo Grande', entre outras.

Como já havia sido anunciado, teriam dois convidados especiais: Pedro Miranda e Alceu Valença. O primeiro, ainda desconhecido do grande público, e, até por isso, de início, deu uma certa esfriada no ambiente, chegou a empolgar um pouco no decorrer de sua apresentação com canções como 'Diz que fui por aí', de Nara Leão. Já o segundo, apesar de eu não ser grande fã, confesso, é inegável a empatia dele com o público. O show realmente contagia e faz até um ardoroso fã de heavy metal pular (tô falando isso porque eu vi um fazer do meu lado... heheh). Pra fechar a noite, a supresa prometida via twitter pela banda: Elba Ramalho, que, assim como seu conterrâneo, não fez vergonha e sacudiu a platéia.

Méritos para um grupo muito coeso, com belas músicas e um vocalista extremamente competente como João Cavalcanti, que não deixa que a alcunha de ser filho do fantástico Lenine sustente a sua carreira.

De ruim, apenas a acústica da Fundição, já que o show foi realizado no andar de cima (era uma roda de samba), impedindo o entendimento de algumas palavras, às vezes.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Monange Dream Fashion Tour leva o mundo da moda para a Lapa

A Lapa entrou para o circuito fashion neste fim de semana. A Fundição Progresso foi palco do Monange Dream Fashion Tour, um evento que une dança, moda, música e celebridades. O evento esteve em outras capitais brasileiras e no sábado, 24 de abril, foi a vez do Rio de Janeiro.

Pessoas incomuns andavam pela Lapa este dia. Ao invés do natural visual jovem, com estilos que vão do samba ao playboy e hippie, muita gente se produziu para estar no evento. Afinal, o nome do evento já diz a que se propõe: fashion. Era comum ver pessoas com roupas descoladas ou superproduzidas. E não era muito difícil de ver homens e mulheres com cara e jeito de modelo, provavelmente tentando sua própria chancezinha no mundo fashion.

O Monange Dream Fashion Tour trouxe mais de 20 modelos da agência Mega Models à Fundição. Seria estranho pensar nisso, a não ser que fosse na Fashion Week da cidade. O fato é que estavam presentes, entre outras, Isabeli Fontana, Carol Trentini, Izabel Goulart, Daniela Sarahyba etc. Mulheres lindas, magras e deslumbrantes que não se vê pela Lapa tão facilmente.

O evento é uma megaprodução muito bem organizada. Tudo era beleza, luz e som. Nada parecia ter problemas. A direção, o som, a coreografia a iluminação estavam perfeitos. E perfeito também foi a rigorosidade no horário: começou exatamente à meia noite, como previsto.

A banda Jota Quest fica a maior parte do tempo no palco, cantando seus sucessos. Antes, a apresentadora Xuxa Meneghel fez uma aparição relâmpago onde, com um vestido branco transparente, mostrou porque sempre chamou a atenção nas passarelas. Ela apresentou o evento e saiu, deixando muita gente gritando “Xuxa, eu te amo”.

Outra atração que apareceu de surpresa para o público foi o jogador Ronaldo. Mas, a idéia dos organizadores não foi muito boa. Ronaldo anda mal visto pela torcida do Flamengo, que não perdoou sua “traição” com a ida para o Corínthians. Além disso, o jogador vai encarar o time carioca que diz ser “do seu coração” em breve, pela Libertadores da América. O resultado não poderia ter sido outro: vaias incessantes para Ronaldo, que mal pode falar. De nada adiantou o cantor Rogério Flausino tentar apaziguar. A torcida gritava “Mengo” e foi tudo muito constrangedor.

Bom, mas vamos às modelos em si. Elas desfilavam durante a apresentação do Jota Quest. Mostraram toda a sua beleza, charme e simpatia. Só que, no fundo, não tinha muito por quê estarem lá. Elas desfilaram em biquínis, shortinhos e vestidos, mas a maioria do público não sabia ao certo qual estilista tinha desenhado os modelos. Por isso, a participação delas fica solta e um pouco sem sentido. O Monange Dream Fashion Tour parece mesmo um grande show do Jota Quest com participações especiais de celebridades. Uma mistura de Criança Esperança com Fashion Rio. Até porque estava arrecadando donativos para as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro.

De qualquer maneira a noite foi glamorosa! É provável que grande parte do público estivesse lá só pra ver a Xuxa ou as modelos ou o Jota Quest (não o Ronaldo). Por isso, valeu a pena para todo mundo que estava lá.